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Poderá ler aqui no blog uma crítica escrita por Cátia Santos sobre esta obra.
Para quem se interessar na obra, sugere-se a leitura do artigo Viagem debaixo das águas da revista Mundo Verne nº5 onde se descobre, entre outras coisas, que o editor Hetzel não gostou da primeira versão desta obra.
4 vernianos comentaram:
Eu achei muito bom esse site e o livro porque ele interage com as pessoas que lem o livro por isso idico a todas as crianças pare ler "Vinte mil Léguas submarinas"
e recomendo a todas as escolas faculdades e tudo.Obrigada
XD e boa tarde.Espero que tenha mais escritores bons assim!
Sempre tive interesse em ler esse livro e descobrir por mim mesma porquê Júlio Verne é uma das referências na FC Clássica e basta chegar ao capítulo 11 - O Náutilo - para entender a fama do autor.
No final do século XIX Júlio Verne descreve com detalhes um submarino que só seria 'inventado' décadas a frente.
É incrível ler sobre a estrutura do Náutilos, os cálculos realizados pelo capitão Nemo, o sistema de funcionamento, enfim tudo sobre o submarino sabendo que o autor escreve sobre algo que ainda não existia.
Júlio Verne abusa da linguagem científica - é só analisar a história da Ciência na época para entender o porquê - que, embora seja totalmente compreensível para um olhar mais leigo, pode ser relativamente entediante para aqueles que não tenham tanto interesse pela ciência.
Um certo conhecimento em Geografia também é útil visto que as 20.000 léguas do título são percorridas sob 'os 7 mares' - hehehe não resisti - e muitas das orientações são dadas justamente em função dos mares e continentes.
A única 'falha' que aponto na história é um certo descaso com o fiel escudeiro - muito 'sem personalidade própria' pro meu gosto - do professor e o baleeiro. Por ser uma história narrada em primeira pessoa os dois só são citados quando se encontram com o professor e não tem como saber o que se passa com os dois enquanto o professor está mergulhado em seus estudos ou 'pra cima e pra baixo' com o Capitão - rotina presente o suficiente para levantar a consideração do que está acontecendo com os outros dois.
Eu adorei a história, me prendeu do início ao fim!!! Mas definitivamente não é qualquer pessoa que saberá apreciá-la devido ao abuso de 'linguagem técnica'.
E para aqueles que assitiram filmes inspirados no livro deixo um aviso ... a única inspiração para os filmes - ao menos os que eu assisti - foi o Capitão e seu submarino ... nada além disso!!!
Trabalho numa biblioteca e esse livro é o melhor que eu ja li nesse genero!
Gente, a edição que eu li foi a da Martin Claret e, como vocês sabem, não é incomum encontrar alguns errinhos nos livros dessa editora. Mas teve um que me incomodou: uma confusão de datas logo no começo do livro. Ele fala que no ano 1866 começaram a ocorrer acidentes estranhos com navios e ninguém sabia a causa por trás deles. Depois diz que os acidentes pararam por um tempo, mas que voltaram a acontecer no ano 1897. Aí eu pensei: "Puxa, mais de trinta anos se passaram!". Só que umas dez páginas depois, fica claro que o ano é, na verdade, 1867. Parece ser uma besteira, ainda mais que depois fica tudo esclarecido, só que o leitor passa umas 10 páginas pensando que foram 30 anos e imaginando o Nautilus lá debaixo das águas por todo esse tempo.
Quanto à história, ela é muito boa. Júlio Verne descreve muito bem as aventuras do prof. Aronnax, seu criado Conselho e o canadense Ned Land a bordo do submarino Nautilus, sob o comando do capitão Nemo. Eles passam por lugares incríveis e o autor faz tudo parecer possível.
Também ficamos intrigados com jeito do capitão Nemo, sem entender a razão de ele ter decidido se isolar da humanidade daquela forma. Mas um personagem que me fez rir foi o Conselho. Onde a gente arruma um criado tão dedicado? O homem fazia qualquer coisa que o prof. Aronnax pedisse!
O livro só não leva as cinco estrelas porque contém cálculo demais. Mesmo eu, que sou da área de exatas, me cansei de tanto ele calcular a superfície das coisas, a pressão que o Nautilus devia suportar e tudo mais. Se isso acontecesse só uma vez, teria sido bom, mas ficar calculando a cada profundidade, achei desnecessário.
Eu só queria deixar uma dica: quem leu Vinte Mil Léguas Submarinas deveria ler A Ilha Misteriosa também, pois vai ter boas surpresas. O livro não é tão bom quanto este, mas vale a pena.
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