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quarta-feira, 2 de março de 2011

Bougainville (-, 1879)

J. Verne, um grande apreciador de geografia e dos descobrimentos, escreveu, a pedido do editor, uma obra de cunho histórico denominada Descoberta da Terra: História das Grandes Viagens e dos Grandes Viajantes.

Lá, o autor descreve e retrata os principais viajantes que se distinguiram pelas suas expedições, aborda os principais navegadores europeus que foram desbravando os oceanos, assinala aqueles que, acima de tudo,
desbravaram territórios já descobertos mas ainda não colonizados, colaborando para a sua mais exacta demarcação.

Esta obra foi publicada em 4 volumes, tendo tido nos três primeiros a colaboração de Gabriel Marcel, um dos geógrafos mais competentes do nosso tempo que me ajudou com o seu conhecimento de algumas línguas estrangeiras desconhecidas por mim (por J. V.).

O 1º volume foi publicado em 1870; o 2º volume em 1878, ambos denominados por Descoberta da Terra; o 3º volume, Os Navegadores do séc. XVIII, em 1879 e o 4º volume, Os Exploradores do séc. XIX, em 1880.

Em Os Navegadores do séc. XVIII, o autor refere as aventuras daquele que foi o primeiro francês a circum-navegar a Terra, algo que revigorou o prestígio da França após as suas humilhantes derrotas durante a Guerra dos sete anos.

Esta homenagem e referência a Louis-Antoine de Bougainville (1729-1811), que ocupou um inteiro capítulo neste volume, foi traduzida e editada pela Editora Licorne (Portugal) a que juntou ilustrações de Margarida Vala Silva.

A obra é vendida, para já, apenas via online com um custo de 8€.

Para adquiri-la é favor visitar o espaço da editora, EditoraLicorne.blogspot.com e/ou contactar a editora através do seu email.

O nosso obrigado ao amigo Passepartout pelo envio das informações acerca da obra.

Deixe a sua opinião acerca desta obra.

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

Sr. de Chimpanzé (1858, -)

Depois do sucesso da adaptação da peça "Sr. de Chimpanzé" para português no âmbito da 'Noite dos Investigadores - 2009', a Associação Cultural Marionet decidiu publicar em livro, inédito na língua portuguesa, o texto da opereta de Júlio Verne.

A peça, com música de Aristide Hignard, foi apresentada pela primeira vez no Théâtre des Bouffes Parisiens, no dia 17 de Fevereiro de 1858, e enquadrava-se perfeitamente na forma e no espírito das óperas cómicas que na época animavam aquela sala parisiense.

O lançamento do livro "Sr. de Chimpanzé", com tradução do original para português por Mário Montenegro (Director artístico da Marionet), terá lugar no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (Portugal), dia 24 de Setembro, pelas 19h. A entrada é livre.

O tão aguardado livro já se encontra disponível nos formatos de papel e ebook na editora Bubok. Se quiser ler um excerto, pode fazê-lo aqui.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

'Eu, Júlio Verne' de J. J. Benítez


Sei que este livro não foi editado no meu país, apenas no Brasil, mas mesmo assim merece um comentário e uma sugestão.

Trata-se da única biografia do escritor editada em língua portuguesa e foi escrita em 1988 por J. J. Benítez, autor de "Operação Cavalo de Tróia".

Falando um pouco sobre este livro, Benítez encontra afinidades misteriosas e nada casuais com Verne e confessa-se um fã incondicional do escritor. Revela factos e passagens pouco conhecidas da vida do escritor, e como eles influenciaram a sua carreira e a sua vida. Ao lermos o texto, ficamos surpreendidos com detalhes da intimidade e dos métodos de trabalho do grande escritor de obras científicas. É a trajectória sofrida de um homem sensível tolhido pela educação severa, que não conseguiu realizar seu sonho na juventude de viajar pelo mundo. Por isso escreveu as “Viagens Extraordinárias”, histórias que tanto desejou ter vivido.

A relação com o seu filho Michel reproduziu o mesmo clima de afastamento e indiferença vivido entre ele e o pai austero cujo resultado foi uma sequência de tormentos para toda a família. Isto leva-o a se refugiar cada vez mais no trabalho e nas suas histórias. Na maturidade acontece a aproximação entre pai e filho que se tornará seu colaborador. Michel, após a morte de seu pai, fará uma revisão junto a Hetzel filho, dos contratos e direitos de Verne, publicando e modificando várias histórias inéditas.

Além da biografia, Benítez desvenda mensagens cifradas nas suas obras e no seu próprio túmulo que poderá mostrar algo surpreendente.

Infelizmente esta boa biografia, única em português, deixou de ser editada no Brasil em 1990 e por isso pergunto, se não seria uma bela ideia reeditar este livro no Brasil e em Portugal, respectivamente, neste ano em que se comemora o 180º aniversário do seu nascimento.

Seria com certeza uma belíssima forma de homenagear este magnífico escritor!

quinta-feira, 8 de março de 2007

Júlio Verne - Da Ciência ao Imaginário

No ano em que se comemoraram os cem anos sobre a morte do autor (2005), o Círculo de Leitores editou uma obra exclusiva com prefácio de Michel Serres, da Academia Francesa, e profusamente ilustrada.

Porém, só agora, dois anos depois da sua edição, é possível comprar esta fantástica edição sem que seja necessário atingir o requisito de 190 pontos em compras na editora.

A vida e obra de um dos mais fascinantes escritores de todos os tempos. Traduzido em mais de cem línguas, com uma legião de fãs que leram os seus títulos como se de relatos verdadeiros se tratassem, as aventuras e viagens de Júlio Verne marcam gerações de leitores. Descendo às profundezas do mar, viajando por terras desconhecidas, explorando a lua e lugares intocados pelo homem, a obra de Verne alia ficção e ciência. No ano em que se comemora o centenário sobre a sua morte, o Circulo de Leitores editou Júlio Verne – Da Ciência ao Imaginário.

Júlio Verne – Da Ciência ao Imaginário é por si uma proposta de viagem. A vida e obra do autor revelam-se afinal uma magnífica aventura através das contradições de uma época de descobertas e dúvidas, ao mesmo tempo que revela a personalidade e turbulenta vida de um dos grandes vultos da literatura mundial."
Aproveitem!

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quarta-feira, 10 de maio de 2006

Cristóvão Colombo (-, 1879)



Esta obra foi recentemente lançada em Portugal com o objectivo de comemorar o ainda centenário da morte do autor.
A obra mostra um outro Júlio Verne, o estudioso, o pesquisador, apaixonado por história e pelos seus heróis de verdade.
Tudo indica que este estudo fosse particular, não para serem publicados na época. Recentemente descobertos, colocou-se a dúvida se teria sido escrito por Júlio ou pelo seu filho Michel, mas ao lermos podemos perceber que o estilo e forma são de Júlio, sendo o Michel muito incompetente para tê-lo escrito.
A verdade é que quase todos os anos se descobre um texto perdido de Verne, uma peça de teatro, uma poesia...

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sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

O Farol do Fim do Mundo (1901, 1905)


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Sinopse:

Júlio Verne continua a estar nas boas graças dos leitores. (...) "Se Júlio Verne ainda é legível, isso deve-se à força mítica das suas histórias." Não admira, pois, o interesse que suscitou a descoberta de inéditos seus, nos anos 80. Para lá da ponta da Terra do Fogo, "no fim do mundo", onde se cruzam as águas de dois oceanos, o Atlântico e o Pacífico, existe uma ilha onde um farol, com três guardas encarregados de zelar pelo seu funcionamento, impede que os navios se despedacem nos recifes. Mas nessa região desabitada sobrevive um bando de piratas, ladrões de salvados, provocadores de naufrágios, assassinos sem contemplações que assaltam as embarcações nas margens inóspitas daquela ilha. Um dia o bando de Kongre chega a assassinar dois dos guardiões. O terceiro, o velho Vasquez, consegue fugir e recolhe um americano, John Davis, cujo navio foi presa de bandidos. Eles lutarão juntos contra o mal, encarnado por Kongre, esperando o reforço da armada. Trágico relato, este drama ocorreu em 1860, após a construção do primeiro farol da ilha dos estados.

Para quem quiser conhecer um pouco mais a obra, aconselha-se a leitura do artigo O farol que ilumina o fim do Mundo da revista Mundo Verne nº2.  

A Caça ao Meteoro (1901, 1986)


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Sinopse:

Escrito em 1898 mas publicado em 1908 depois da morte do autor, "A Caça ao Meteoro" descreve, de certa maneira humorística e fantasista, a lamentável rivalidade de dois astrónomos amadores para se tornarem os legítimos possuidores de uma esfera de ouro surgida no espaço. Desta caça, cómica e cósmica, os rivais saem derrotados, perdendo o seu lugar de descobridores do bólide. Observação celeste, sobre o qual Verne ironiza ao relembrar a verdade de Brillat-Savarin: «A descoberta de um novo prato culinário faz mais pela felicidade da humanidade do que a descoberta de uma estrela!»


Poderá ler aqui no blog uma crítica de Carlos Patrício sobre esta obra.

A Invasão do Mar (1902, 1905)


No centenário da morte de Júlio Verne (1828-1905), a Antígona lança um romance que não se encontra certamente entre os mais conhecidos. A Invasão do Mar, editado em 1905, é, no entanto, a última obra que o escritor reviu antes de morrer, no dia 24 de Março do mesmo ano. Na realidade, o manuscrito denominava-se O Mar Sariano, e o título pelo qual Verne premonitoriamente optou evoca a catástrofe, a devastação, a morte, colocando assim a narrativa sob o signo de uma fatalidade anunciada.

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Poderá ler aqui no blog uma crítica escrita por Jorge Candeias sobre esta obra.

O Segredo de Wilhelm Storitz (1901, 1985) - Versão de Júlio Verne


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Sinopse:

Este livro, o último escrito por Júlio Verne (apenas 19 dias antes da sua morte), é pela primeira vez publicado na sua versão original sem a intervenção do filho, Michel Verne, que lhe alterou significativamente o conteúdo. Trata-se de um romance fantástico, em que se conta a história dramática de Wilhelm Storitz, um ser diabólico e amargo, que jura vingar-se da afronta da família Roderich, ao recusar-lhe a mão da sua belíssima herdeira, Myra. Aprendiz das grandes experiências científicas do seu pai, terá Storitz encontrado o segredo da invisibilidade? Tendo por pano de fundo os cenários enigmáticos da Hungria Meridional, O Segredo de Wilhelm Storitz revela-se uma aventura sobre as fronteiras da própria condição humana.

O Vulcão de Ouro (1899-1900, 1989)


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Sinopse:

É o tempo heróico da febre de ouro. Mineiros e bandidos percorrem as paisagens agrestes da região norte do Canadá à procura da utopia dourada. Dois primos oriundos de Montreal atravessam montanhas, lagos e rios unidos pela mesma vontade de conquista e pela miragem de uma riqueza sem limites. Romance de acção vertiginosa e espectaculares surpresas, "O Vulcão de Ouro" surgiu já depois da morte do autor numa versão do filho, Michel Verne, que adulterava gravemente o original. Na sequência da descoberta do manuscrito pela Sociedade Júlio Verne, temos agora a possibilidade de o conhecer na versão original, com todo o seu fulgor e imaginação prodigiosa.

Um Padre em 1839 (1846-47, 1992)


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Sinopse:

"Um Padre em 1839" é o primeiro romance escrito por Júlio Verne, contava o autor 19 anos. Terá sido esta a razão por esta obra ter grande influência do escritor Victor Hugo. Uma bruxa, um assassino e um padre maldito são, aqui, os peões do mal face à inocência de uma jovem ajudada por um improvisado detective, Jules Deguay, cuja grande missão é descobrir assassinos impunes, vingar a morte de suas vítimas e agitar os hábitos cúmplices de um polícia e da Justiça. Como geralmente acontece com os primeiros romances, também este regista uma importante componente autobiográfica. Este é um dos "livros póstumos" de Verne lançados por seu filho, Michel. Pouco depois da morte do pai, Michel Verne anunciou a existência de vários manuscritos inéditos, alguns já totalmente escritos e em fase de revisão - é sabido que Verne nunca se satisfazia com seus rascunhos antes da quarta ou quinta prova - e outros ainda inacabados (como é o caso). Vários livros publicados nessa época têm, verdadeiramente o "toque" do mestre, como "A Invasão do Mar", "O Farol no Fim do Mundo" . Outros causaram polémica, sendo Michel acusado de escrever ou reescrever sobre um rascunho inicial pouco desenvolvido (ou mesmo de inventar a história toda).

O Segredo de Wilhelm Storitz (1901, 1985) - Versão de Michel Verne


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Sinopse:

Trata-se de um romance fantástico, em que se conta a história dramática de Wilhelm Storitz, um ser diabólico e amargo, que jura vingar-se da afronta da família Roderich, ao recusar-lhe a mão da sua belíssima herdeira, Myra.

Este livro, publicado pela Europa-América teve a intervenção do filho, Michel Verne, que lhe alterou significativamente o conteúdo depois da morte de seu pai. Existe este livro, sem as modificações de Michel, lançado pela Editorial Notícias. Porém, as ilustrações são as mesmas.

"Chamo-me...Júlio Verne" de Jordi Cabré


Sinopse:

Esse livro é uma biografia disfarçada de "auto-biografia" e começa assim, - «Chamo-me...Júlio Verne. Quem não gostaria de dar um passeio na Lua? O viajar de submarino? Ou fazer uma grande viagem à volta do mundo? Todos nós gostaríamos, vocês e eu próprio. contudo, existe uma diferença importante: vocês podem-no fazer. Eu, por minha vez, tive de o imaginar. Chamo-me Júlio Verne, fui escritor e, para muitos, o inventor da ficção cientifica». No final, o livro da didáctica editora, inclui um quadro cronológico com os principais acontecimentos da sua vida por décadas e, paralelamente, os principais acontecimentos da história, da Ciência/Tecnologia e das Artes/Cultura.

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Jules Verne - o Espaço Africano Nas Aventuras da Travessia" de Carlos Jorge


Sinopse:

«Nunca África é vista , em qualquer dos romances vernianos, como lugar a ser deixado tal como fora encontrado. O espaço selvagem nunca é o lugar ameno de reencontro com a natureza... Para o exercício do herói, é mero lugar de jubilação, uma coutada a usar até a última peça de caça estar viva.» Onde nasce o encanto da leitura (ingénua) por narrativas de aventuras que têm como matéria principal a revelação de países e territórios outros? Como é que um percurso de conhecimento e de reconhecimento de terras africanas se torna fascinante para o leitor, e não um mero «roteiro» turístico com personagens que percorrem espaços «exóticos»? Para entender a recepção desta representação do espaço, é preciso interrogar os respectivos processos textuais de Júlio Verne. E a resposta deste ensaio é que no genial autor de "Cinco Semanas em Balão" o percurso de escrita é uma progressão de técnicas e artifícios narrativos, também eles merecedores de uma infindável atenção específica. Este livro, da editora Cosmos, é uma dissertação de Mestrado de Carlos Jorge (Fac. de Letras de Lisboa) sobre Júlio Verne.

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O Castelo dos Cárpatos (1889, 1892)


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Sinopse:
Transportando-nos a uma aldeia perdida nos Cárpatos e atrasada no tempo, Júlio Verne faz-nos viver uma aventura rodeada de mistério e de sortilégios. A aldeia de West, na Transilvânia, oferece os seus habitantes uma vida bucólica e sossegada, em que cada um sabe que, desde que respeite os génios da floresta, estará ao abrigo de qualquer malefício. Ao longe, a sombra protectora do castelo abandonado do barão Rodolf de Gortz, desaparecido há já alguns anos, garante-lhe a solidez do tempo. Tudo decorre, pois, na mesma calma de sempre, como se o tempo ali tivesse parado. Mas um simples objecto do avanço científico – um óculo de aumentar -, apontado a um dos torreões do castelo, vem desencadear toda uma série de acontecimentos que deixem estupefactos e temerosos os habitantes da aldeia. A fortaleza apresenta sinais de estar habitada. Para a imaginação fértil dos aldeões só o poderá ser por identidades não humanas. E, como se não bastasse, a ousadia de quem se atreve a desvendar o mistério é severamente castigada. Mas as surpresas mal haviam começado…

Para quem quiser conhecer um pouco mais a obra, aconselha-se a leitura do artigo Mistério na Transilvânia da revista Mundo Verne nº3.

O Tio Robinson (1870-71, 1991)

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Sinopse:

O enredo trata de uma família de americanos, o Sr. a Srª. Clifton e os quatro filhos, que regressam aos EUA a bordo do Vankouver. Em pleno Oceano Pacifico, uma parte dos tripulantes se amotina e assume o comando do navio. A vista de uma ilha bem próxima inclina o chefe dos conjurados à clemência para com a mulher e os quatro filhos. São colocados numa chalupa, que é alcançada a nado por Flip, o corajoso marinheiro do Vankouver que escapa dos amotinados. O pai fica preso a bordo e só consegue fugir muito tempo depois à ilha onde estão sua mulher, os filhos e aquele que eles já chamam de Tio Robinson. Aventuras de uma família num ambiente hostil, iram descobrir um mundo novo e além de tudo iram exercitar sua sobrevivência.

O dia de um Jornalista Americano no Ano de 2889 (1888, 1889)

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Sinopse:

O dia de um Jornalista Americano no ano de 2889 (1888, 1889)

25 de Julho de 2899, é relatado nesse dia, a vida do director do jornal "Earth Herald", Francis Bennett. Entre chamadas visofónicas, passeios de aerocarro e reportagens por telefoto ele decide a política da mais tradicional colónia norte-americana - a Inglaterra - o que fazer com a Lua e quais os inventos que deseja financiar. Um dia cheio na vida de um jornalista do século XXIX. Obra póstuma de Júlio Verne, esta fantasia tem a ver com o mundo da imprensa e comporta, como a maior parte das suas obras, uma extraordinária antevisão do futuro da imprensa em 2889. Nessa época que nova forma poderão ter as notícias? Que tipo de relação haverá nessa altura entre os repórteres e os leitores? Duas perguntas curiosas de difícil resposta, a que só Júlio Verne, com a sua imaginação transbordante e o seu impressionante sentido de futurologia, poderia responder. Esta narrativa apareceu pela 1ªvez, em língua inglesa, em Fevereiro de 1889, na revista "The Forum". Foi depois apresentada, com algumas modificações, em língua francesa.

Este livro, apesar de se intitular "O dia de um Jornalista Americano no Ano de 2889", contém para além desta, outras obras de J. Verne mas modificadas por Michel Verne:

O Destino de Jean Morénas (1852, 1988)

Jean Morénas foi acusado de um crime que não cometeu e anos mais tarde o verdadeiro culpado ajuda Jean a fugir da prisão. Após a fuga, Jean regressa à sua cidade afim de ver a mulher que sempre o amou, Marguerite. O amor de Jean por Marguerite é tão grande que, quando teve oportunidade de acusar o verdadeiro culpado, não o fez com medo que alguém fizesse mal a Marguerite. Esta novela inédita data da juventude do autor das Viagens Extraordinárias, mas foi mais tarde revista e consideravelmente modificada pelo seu filho Michel...

Humbug - A Mistificação (1867, 1910)

Um homem americano diz ter em seu poder um pé fóssil gigante. Quando chega a altura de o mostrar, diz que alguns animais destruíram-no o que acaba por o arruinar. Mas faz tudo parte de uma mentira... Trata-se de uma sátira de Verne

O Eterno Adão (-, 1910)

Zartog Sofr, um dos mais brilhantes cientistas do Império dos Quatro Mares, encontra um cilindro metálico antiquíssimo numa escavação. Dentro estão folhas de papel escritas numa linguagem desconhecida, que ele muito intrigado traduz. Descobre assim a aventura perturbadora dos primeiros homens da sua era e o quão pouco sabe sobre a sua ciência. Escrita por M. Verne nos seus últimos anos, esta novela póstuma tem a particularidade de chegar a conclusões bastante pessimistas, contrárias ao orgulhoso optimismo que anima as Viagens Extraordinárias.

Em Frente da Bandeira (1894, 1896)


Sinopse:

Harmonizam-se de forma inexcedível neste romance duas das características dominantes na vastíssima obra do autor: aventuras numa ilha misteriosa e antecipação científica. Boa parte da acção de «Em Frente da Bandeira» acontece, de facto, numa ilha com a forma de uma chávena invertida, onde se acoita um bando de piratas e a sua escuna «Ebba», que se desloca a grande velocidade apesar de não dispor nem de velas nem de hélice... A parte científica está a cargo de Thomas Roch um genial sábio francês inventor de um engenho autopropulsivo com vasto poder de destruição (como a bomba atómica), que determina a própria velocidade e acelera até atingir o alvo. É, porém, notório o desequilíbrio mental do cientista, cuja ambição desmedida o leva a odiar a Pátria por dela o terem banido. Assim, qual será a reacção de Thomas Roch quando lhe surge a oportunidade de utilizar a sua invenção contra os próprios compatriotas?

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Para quem quiser conhecer um pouco mais a obra, aconselha-se a leitura do artigo Em Frente da Bandeira francesa da revista Mundo Verne nº6.  

Senhor do Mundo (1902-03, 1904)


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Sinopse:

Há uma série de fenómenos inexplicáveis a acontecer na costa este dos Estados Unidos. São causados por objectos com velocidade tão elevada, que são invisíveis ao olho humano. O narrador, na primeira-pessoa, é John Strock, "o inspector principal no departamento federal da polícia" em Washington, D.C.. Strock viaja à Cordilheira Azul da Carolina do Norte para investigar e descobre que todos os fenómenos são causados por Robur, (um inventor brilhante que apareceu previamente em Robur, O Conquistador de JV). Robur tinha aperfeiçoado uma invenção nova, a qual "Terror". É um veículo com dez metros de comprimento, e era alternadamente um automóvel (corria a mais de 250 km/h), um carro anfíbio (era barco e submarino) e, seguida por navios de guerra, conseguia desdobrar suas asas, como fez no alto das quedas do Niágara. Pode viajar a uma velocidade de 150 milhas/hora na terra e a 200 milha/hora a voar. Strock tenta capturar o Terror mas é ele o capturado. O estranho veículo ilude os seus perseguidores e chega às Caraíbas onde Robur acaba por enfrentar uma tempestade. O Terror é atingido por um relâmpago e cai no oceano. Strock é salvo do veículo atingido mas o corpo de Robur nunca é encontrado. O leitor é deixado na dúvida se Robur morreu realmente ou não. "Senhor do Mundo" é um livro fascinante que antecipa algumas invenções. Nesta obra a última aeronave que Júlio Verne pode imaginar é a soma de outras invenções. "Senhor do Mundo", de 1904 é uma continuação de "Robur, o Conquistador" de 1886.

Norte contra Sul (1885-86, 1887)



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Sinopse:

1º Volume:
Aventura e intriga nas quentes plantações da Flórida durante a Guerra da Secessão que opôs o Norte ao Sul dos Estados Unidos. James Burbank, um colono vindo do Norte e proprietário de escravos por força das leis locais, é contra a escravatura e defende a libertação dos negros. Quando ousa conceder a liberdade a todos os seus escravos, atrai a fúria dos sulistas, que, liderados pelo tenebroso Tear, procuram por todas as formas destruí-lo e à família, instaurando um regime de terror. A calma e verdejante paisagem da Florida esconde a rebelião que germina. O norte e o sul vivem uma guerra que durará quatro longos anos. Com uma população de meios americanos, meios espanhóis e índios semiolas, Júlio Verne enceta uma viagem à América no tempo em que os steam boats cruzavam ainda o rio Saint-John.

2º Volume:
No segundo volume desta obra, passada em plena Guerra de Secessão dos Estados Unidos, continuamos a seguir a odisseia da família Burbank. James Burbank, e os seus amigo vêem-se envolvidos numa expedição aventurosa que atravessa grande parte do território, em estado ainda selvagem, perseguindo o bando liderado por Texar. Este criminoso, aproveitando-se do conflito, raptou a família de Burbank e fugiu, deixando atrás de si um rasto de assassinos...


Para quem quiser conhecer um pouco mais a obra, aconselha-se a leitura do artigo A obra de Secessão da revista Mundo Verne nº8.