terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

'The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore'

Engana-se quem pensa que o filme A Invenção de Hugo, que mereceu a nossa atenção, foi o único filme com referência a Júlio Verne a ganhar um Oscar (neste caso foram 5).

A extraordinária curta-metragem de animação vencedora do Óscar de melhor Curta-Metragem de Animação, The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore, de William Joyce, tem também uma referência verniana, mas, desta vez, apenas visual.

Quem será o primeiro a descobri-la?

Sinopse:

Inspirado em igual medida no furacão Katrina, Buster Keaton, O Feiticeiro de Oz e o amor pelos livros, Morris Lessmore é a história de pessoas que dedicam a vida aos livros e cujos livros retribuem o favor. The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore é uma alegoria comovente e divertida sobre os poderes curativos de uma história.

Fiquem com The Fantastic Flying Books of Mr. Morris Lessmore:

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Onde comprar obras de J. Verne?

Muitos são aqueles, especialmente os portugueses, que nos têm perguntado onde poderão comprar determinadas obras de J. Verne. Muitas dessas obras, as menos conhecidas, foram editadas há bastantes anos por diversas editoras, muitas delas já inexistentes e outras que abandonaram as edições vernianas. No entanto, ainda é possível adquirir alguns "tesouros". Mas, onde?

Sendo eu, colaborador deste blog, da cidade do Porto (Portugal), não posso deixar de indicar o Alfarrabista José Soares (Rua do Bonjardim, 398) das irmãs Isabel e Teresa Soares, especialista nos romances vernianos, que recentemente foi alvo de reportagem do canal TVI como poderão ver clicando na imagem:


Porém, também há, como eu, quem se interesse pelas bandas-desenhadas (ou quadrinhos) baseadas nas diversas obras vernianas (veja aqui a lista de BD's no nosso site elaborada com a ajuda de João Artur Mamede). A livraria de referência na cidade, e talvez a nível nacional, é TimtimporTimtim (Rua da Conceição, 27-29) do verniano Alberto Gonçalves e que, por altura do lançamento do filme Tintin, foi tambémalvo de reportagem pela Rádio Renancença. Clique na imagem para ver a reportagem.


Para além das já citados clássicos vernianos em BD, podemos lá encontrar mais de 5000 álbuns portugueses e estrangeiros, dezenas de milhares de revistas antigas e também milhares de revistas estrangeiras (Tintin, Mosquito, Cavaleiro Andante, Camarada, Titã, Mundo de Aventuras, Bodoi, Pilote, Spirou, A Suivre, Vecu, Pavillon Rouge, etc.). Mas nem só de BD vive esta loja, também revistas sobre futebol e outros desportos, cinema e espectáculo, cadernetas de cromos, jogos e brinquedos relacionados com o fabuloso mundo da BD.

E na sua cidade, também há lojas com tesouros vernianos? Deixe-nos a sua localização.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Júlio Verne em 'Alcatraz'

Depois das imensas referências a Júlio Verne e à sua obra em LOST, e mais tarde em Fringe, o produtor J. J. Abrams volta a homenagear o escritor francês na sua nova série Alcatraz.


Essas referências ocorrem no sétimo episódio da 1ª série, Johnny McKee. A primeira ocorre quando o personagem que dá título ao episódio, aquando de um pedido de um cliente, responde com a famosa frase de J. Verne: "Podemos quebrar as leis dos homens, mas não resistimos às leis da natureza".
Ao longo do episódio, há outras referências ao escritor francês verificando-se que o personagem é um amante das obras vernianas, especialmente de "20000 Léguas Submarinas".

Alternando entre eras, a série tem seu foco na ilha-prisão de Alcatraz, que foi fechada em 1963 devido ao seu alto custo de manutenção e às suas péssimas condições de segurança aos prisioneiros e guardas. Contudo, ambos prisioneiros e guardas desapareceram e estão sendo agora rastreados por uma agência governamental. A série estrela Sarah Jones, Jorge Garcia e Sam Neill.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

'A Volta ao Mundo em 80 dias' na colecção 11x17 (2ª Edição)

É com imensa satisfação que anunciamos que a edição A Volta ao Mundo em 80 dias, na colecção de livros de bolso 11x17 - «Livros pequenos, grandes histórias» (Portugal), foi um sucesso. Perante esse facto, a 11x17 anunciou, na sua página do Facebook, a 2ª edição desta obra.

Além desta, outras obras vernianas foram posteriormente lançadas como A Volta ao Mundo em 80 dias, Viagem ao Centro da Terra, Vinte Mil Léguas Submarinas e Da Terra à Lua e À Volta da Lua, totalizando já 5 obras de Júlio Verne.

A colecção tem apostado em conteúdos abrangentes e traduções cuidadas, caracterizando-se pela sua natureza generalista e pela diversidade de autores publicados, segundo a editora.

Esta obra pertence ao Plano Nacional de Leitura deste ano lectivo.

Fonte: Facebook 11x17

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

'A Volta ao Mundo em 80 Dias' de 1956 volta ao cinema em Santa Catarina (Brasil)

Nesta quarta-feira, o Cineclube Laguna (Santa Catarina - Brasil) exibe mais uma grande clássico que marcou o Cine Teatro Mussi: A Volta ao Mundo em 80 Dias, às 20h30min.
A exibição será ao ar livre na lateral da Igreja Matriz Santo Antônio dos Anjos. Caso ocorra chuva, a sessão será no escritório técnico do Iphan.


Sinopse: Filme de 1956, baseado no livro de Júlio Verne, narra a história de Phileas Fogg, um nobre inglês que faz uma aposta milionária com seus amigos do clube, onde passava todas as noites, seguindo os seus rígidos horários, afirmando que consegue dar a volta ao mundo em exatamente oitenta dias. Para cumprir a aposta, ele enfrenta aventuras e perigos em todos os continentes por onde passa, sempre acompanhado de seu fiel criado francês Passepartout.

Fonte: Prefeitura de Laguna

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Hugo Cabret, Georges Méliès... e Júlio Verne

Pela 2ª vez esta semana, Júlio Verne é novamente citado num filme de Hollywood. Trata-se, desta vez, de A Invenção de Hugo de Martin Scorsese.

ATENÇÃO, PODE CONTER SPOILERS.

Essa referência ocorre na livraria do Monsieur Labisse quando o personagem Hugo, questionado pela sua amiga Isabelle em relação ao seu gosto pela leitura, responde afirmativamente completando que, em tempos, ele e o seu pai costumavam ler Júlio Verne.

É também importante referir que Sir Ben Kingsley (Óscar de Melhor Actor em 1982 pelo filme Gandhi) protagoniza Georges Méliès, conhecido por ter feito obras cinematográficas notáveis no começo do século, quando o cinema ainda era uma linguagem recém-nascida. Os efeitos visuais eram sua especialidade e são considerados como influência central para os artistas do ramo.

Os 14 minutos de Viagem à Lua, lançado em 1902, são considerados o ápice desse trabalho. A adaptação da obra Da Terra à Lua (1965) de Júlio Verne e da O primeiro homem na Lua (1901) de H.G. Wells, foi filmada num estúdio caseiro no subúrbio de Paris, com ajuda de cenários fantasiosos e uma trabalhosa edição posterior. Para ver o filme, clique no seu título.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

'A gênese e os gênios da ficção-científica' na Jovem Nerd

Hoje, na Jovem Nerd (Brasil), Alottoni, Carlos Voltor, Eduardo Spohr, Android e Azaghal analisam os primórdios da FICÇÃO-CIENTÍFICA e as obras fantásticas que marcaram nossa cultura até hoje!


Neste podcast, que poderá ser ouvido em Jovemnerd.ig.com.br, conheça um tempo de explosão de conhecimento científico, entenda porque o Sci Fi andava de mãos dadas com a fantasia, ouça os relatos de uma invasão marciana ao vivo, viaje no tempo para um futuro muito parecido com o presente e discuta filosofia brincando!

Tempo de duração: 103 min
ARTE DA VITRINE: Anderson Gaveta

Informação enviada por Lucas Conrado Silva, verniano que sugeriu o tema "Júlio Verne" ao Jovem Nerd.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

A Ilha Misteriosa... em versos

O Roberto Alvares, do Paraná (Brasil), volta-nos a surpreender ao elaborar o enredo de outra obra verniana... em versos.

Depois de Vinte Mil Léguas Submarinas, chega-nos desta vez A Ilha Misteriosa num método de quadras em rima cruzada ou alternada em que o primeiro verso rima com o terceiro, e o segundo com o quarto.

Fiquem com mais este fantástico trabalho do Roberto Alvares. Se ainda não leram a obra, agora não há desculpas!

A Ilha Misteriosa Em Versos

Deixem as vossas avaliações.

domingo, 12 de fevereiro de 2012

'Jules Verne's Mysterious Island' estreia no SyFy

Como tem sido hábito desde 2008, dois estúdios de cinema têm, curiosamente, feito a mesma adaptação de um romance de J. Verne no mesmo ano.

Aconteceu há dois anos com a famosa Journey to the Center of the Earth 3D com Bredan Fraser e Journey to the Center of the Earth com Peter Fonda; no ano passado foi anunciada a versão da Disney realizada por David Fincher, 20,000 Leagues Under the Sea: Captain Nemo e a versão dos irmãos e produtores Tony e Ridley Scott,  20,000 Leagues Under the Sea, ambos para 2013; já no corrente ano, foi estreada a continuação de Journey 3D, Journey 2: The Mysterious Island, cuja ação se baseia no livro A Ilha Misteriosa e que conta, entre outros, com os actores Michael Caine e Dwayne Johnson.

Ontem estreou, no canal SyFy (EUA), o filme Jules Verne's Mysterious Island realizado por Mark Sheppard e baseado na obra homónima de J. Verne, cujo primeiro poster e trailer o Blog JVerne disponibilizou em primeira mão graças ao envio do produtor do filme, George M. Kostuch, para o nosso blog.

Depois de termos acompanhado as críticas do filme por parte dos cinéfilos na sua página no Facebook, é com agrado que anunciamos que a estreia foi um sucesso de audiência tendo recebido bastantes mensagens que o congratulavam. Fique com o poster de lançamento, o 2º trailer e um vídeo behind the scenes:



Behind the scenes

Não sabemos a data de quando será estreado no canal SyFy fora dos EUA nem tampouco quando sairá em DVD. Mas não se preocupe que o Blog JVerne está atento!

Mais fotos desta última adaptação no site www.julesvernesmysteriousisland.com.

'A Ilha Misteriosa', uma aventura construída artesanalmente

O escritor francês Júlio Verne já teve diversas obras contempladas no cinema. Em 1961, a adaptação de “A Ilha Misteriosa” foi dirigida por Cy Endfield e contou a história de pessoas que acidentalmente vão parar em uma ilha com animais e plantas gigantes. Além de se defender do constante perigo ao qual estão submetidos e de providenciar diariamente as necessidades básicas para sua sobrevivência, eles têm que arranjar uma forma de sair do local.

Os efeitos especiais são o ponto forte do longa que, mesmo realizado nos anos 60, preocupou-se em reproduzir o universo criado por Verne de maneira adequada para a época. É possível observar duas diferentes estratégias de interação na filmagem, embora ambas sigam a mesma lógica. A primeira delas é a gravação das atuações em frente a projeção de um filme com um determinado ambiente no qual se intenciona mostrar que os atores estão. Além disso, também são utilizados recursos que remetem ao ambiente de fundo, em uma tentativa de tornar mais real esta interação entre as diferentes camadas. Isso pode ser muito bem observado na cena em que o balão voa em meio a uma tempestade, com a chuva e as ondas do mar produzidas em estúdio.

A outra estratégia é um pouco mais complicada e requer um planejamento bem mais meticuloso, pois envolve o trabalho de stop-motion do experiente Ray Harryhausen que dá vida às criaturas gigantes. Isso se dá por meio da paciente captura de imagens quadro a quadro do boneco em frente à projeção da cena já gravada com atores reais reagindo a um espaço vazio. A cada fotograma da projeção, mexe-se um pouco o boneco, até que toda a sequência seja completada. Assim, a nova gravação é exibida na velocidade padrão (24 quadros por segundo) para produzir a ilusão de movimento e de posição corretas do boneco em relação ao fundo. A técnica requer um nível de precisão absurda para que as transições soem o mais natural possível em cena.

A fotografia equilibra a intensidade e a temperatura das luzes do estúdio com as do fundo projetado. Embora seja nítida a diferença em algumas passagens, provavelmente isto se dá mais devido às limitações qualitativas na técnica de sobreposição de imagens do que a uma iluminação descuidada. Porém, a fotografia não se limita a preocupações meramente técnicas. Em determinadas cenas, percebe-se uma certa ousadia estética, dando-se preferência à construção de um visual imagético do que à reprodução fiel da realidade. Essa tendência pode ser observada nas cenas da caverna, onde a iluminação colorida contrasta com a escuridão esperada para esse tipo de lugar. A proposta casa bem com a atmosfera fantasiosa do filme. É válida a tentativa de manter um estranhamento no público que não é muito trabalhado nos próprios personagens do filme, que parecem se acostumar muito rápido com a ilha inóspita.

Entretanto, esse modo pouco questionador de lidar com algo tão estranho é importante para dar ao longa um tom de humor negro. Exemplos disso são o hábito de comer o animal gigante após derrotá-lo e a trilha sonora aventuresca e ao mesmo tempo pateta de Bernard Herrmann na sequência da ave. A direção de arte acentua este tom com figurinos e cenários tão espalhafatosos e bizarros que chegam a ser risíveis em determinadas ocasiões, como o intrigante equipamento de mergulho feito de conchas gigantes.

Assim como outras obras de Júlio Verne que foram adaptadas para o cinema, “A Ilha Misteriosa” não falha em despertar um constante interesse no público pelos personagens e pelos mistérios que o local esconde. Além disso, o longa também é um excelente registro cinematográfico de uma época onde a criatividade artística falava mais alto do que os avanços tecnológicos. As limitações forçavam um raciocínio para criar algo novo a partir do que se tem, e não esperar a invenção de alguma coisa que torne possível um resultado perfeito.

___
Thiago César é formado em Psicologia pela Universidade Federal do Ceará (UFC - Brasil), mas aspirante a cineasta. Já fez cursos na área de audiovisual e realiza filmes independentes.

Artigo gentilmente cedido por Thiago César publicado no Cinema com Rapadura.

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Charles Dickens - 200º Aniversário do seu nascimento


"Todavia, o meu autor favorito é, e sempre foi, Dickens. Não conheço além de uma centena de termos ingleses, por isso o leio traduzido. Mas, afirmo-lhe, senhor", Verne colocou a mão sobre a mesa, insistindo, "que li tudo de Dickens pelo menos dez vezes. Gosto imensamente dele, e no meu próximo romance, "Ptit-Bonhomme", dou provas disto e do meu reconhecimento."
Por J. Verne na entrevista 'J. Verne em casa' por Sherard em 1893.

"O escritor inglês que considero mestre de todos: Charles Dickens.- expressou Verne assim que o seu rosto se iluminou de entusiasmo juvenil. Acho que o autor de Nicolas Nickeleby e David Coperfield domina o sentimento da emoção, do humor, do imprevisto, da intriga. Tem tantas qualidades que uma só bastaria para garantir a reputação de um autor menos favorecido. Eis aí mais um cuja fama se poderá desvanecer mas que jamais se extinguirá."
Por J. Verne no Encontro com Marie Belloc em 1894.

Nesse quarto estão meus livros favoritos, aqueles que mais uso. Aqui encontrará toda a obra de Dickens” - disse Júlio Verne, com voz entusiasmada – “Como sabe, sou um apaixonado admirador de Dickens. Creio que possuía todas as qualidades: a inteligência cheia de humor de Sterne, do qual também sou grande leitor e admirador, toda a sensibilidade e nobres sentimentos e personagens, excelentes personagens. Era um escritor pródigo, tal como nosso Balzac, que criou um mundo sobre o qual se modelou a sociedade das gerações que se seguiram”.
Por J. Verne numa Nova entrevista de R. Sherard ao autor em 1903.

"Qual é o seu autor favorito?
“Vivo ou morto?”
Bem, digamos morto.
“Apenas há una resposta a essa pergunta” —disse Verne com entusiasmo—. “Para mim as obras de Charles Dickens são únicas no seu género, eclipsando a todos os outros pela sua incrível força e justeza de expressão. Que humor e que deliciosos sentimentos podem ser encontrados nas suas páginas! De que forma parecem viver os personagens das suas obras e como um sabe entender os seus propósitos! Li e reli as suas obras mestras, assim como a minha esposa. David Copperfield, Martin Chuzzlewit, Nicholas Nickleby, A velha tenda de curiosidades. Nós lemo-las todas, não é assim?”
“Ah, sim!” —respondeu a senhora Verne—. "Têm uma força verdadeira."
É algo agradável ouvir um autor a falar com palavras de tal admiração incondicional a respeito a outro, especialmente quando, como neste caso, estão separados, não apenas por diferentes tipos de estilo, como também pela barreira da nacionalidade."
Por J. Verne na Entrevista de Gordon Jones ao autor em 1904.

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

Livraria das edições Hetzel de J. Verne

Venha explorar esta magnífica livraria especializada na compra e venda de Edições Hetzel de J. Verne. Aqui na Aux Deux Éléphants:

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

Dicionário Visual lança 2ª Edição

Dado o sucesso da coleção "Dicionário Visual", a VISÃO (Portugal) irá lançar a 2ª edição desta coleção juntamente com um novo titulo.

Datas de lançamento:

9 DE FEVEREIRO:
(2 primeiros livros)

Tom Sawyer, Pirate - O Corpo Humano e a Roupa
Jungle Book - O Reino Animal

16 DE FEVEREIRO:
(3º e 4º livro)

Cinderela - A Casa e os Objetos do Lar
Volta ao Mundo em 80 dias - As viagens e os meios de transporte

23 DE FEVEREIRO (Novo título)

Oliver Twist - As Profissões

Fonte: Visão

quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

'20.000 Léguas Submarinas', o primeiro filme de ficção da Disney


O clássico da Disney, 20.000 Léguas Submarinas, é um filme de aventura de 1954, estrelado por Kirk Douglas como Ned Land, James Mason como Capitão Nemo, Paul Lukas como Professor Pierre Aronnax e Peter Lorre como Conseil. Dirigido por Richard Fleischer, 20.000 foi o primeiro filme de ficção cientifica da Walt Disney Productions, bem como o único filme de ficção do estúdio produzido pelo próprio Walt. Foi também a primeira longa metragem da Disney, a ser distribuído pela Buena Vista Distribution. O filme tornou-se a versão mais conhecida do livro homônimo de Jules Verne, e é citado como um dos primeiros exemplos do gênero steampunk.

A sinopse é  No ano de 1868, rumores de um monstro marinho atacando navios no pacífico causa panico entre os marinheiros, interrompendo as linhas de navegação. O Professor Pierre Aronnax, e seu assistente, Conseil, estão no seu caminho para Saigon, mais ficam presos em São Francisco pela suspensão de navios. O governo dos E.U.A convida Aronnax em uma missão para provar ou refutar a existência do monstro. Os seus colegas de tripulação inclue o Mestre Ned Land e o Capitão Nemo.


As filmagens de 20.000 Léguas Submarinas, começaram na primavera de 1954, com cenas filmadas em vários locais como Bahamas e Jamaica. Algumas das cenas eram tão complexadas que exigiam uma equipe técnica de 400 pessoas. O filme também apresenta outros desafios. A famosa cena do ataque da lula gigante foi filmada duas vezes: Uma no crepúsculo com o mar calmo, e a outra no meio da noite sobe uma tempestade para ''aumentar'' o drama, e poder esconder os cabos e outros funcionamentos mecanicos da lula animatronica. Os custos da produção o tornou no filme mais caro já produzido naquela época, superando ...E tudo O Vento Levou de 1939.
É claro que todo trabalho ardo no fim a recompensa. A equipe técnica levou o Oscar de Melhores Efeitos Visuais e Melhor Direção de Arte, além de terem sido indicados a Melhor Edição.
É claro, que o hoje os efeitos parecem antiquados mais vai por mim, eles eram incríveis para 1954, e destaque também para ótima trilha sonora do já conhecido da Disney, Paul Smith.


20.000 Léguas Submarinas foi o segundo filme mais visto daquele ano, atrás apenas de White Cristmas, e tornou-se um notável clássico da corporação Disney. O cinéfilos carinhosamente lembram da sequencia da lula gigante, além do design do Nautilus e o desempenho de James Mason como Nemo. O filme tem atualmente uma taxa de 88% de aprovação dos críticos no Rotten Tomatoes que diz: ''Um dos melhores filmes da Disney de Aventura, traz o clássico de Julie Verne em um sci-fi na vida real, e apresenta uma lula gigante incrível.''


O desempenho do elenco também foi reconhecido, e está foi a primeira vez que grandes estrelas de Hollywood como Kirk Douglas, trabalhavam em um filme da Disney. Algo que hoje em dia é costumeiro, a exemplo da versão de Tim Burton de Alice no País da Maravilhas.

Em 2010, David Fincher anunciou na San Diego Comic-Con, que tinha planos para dirigir um remake de 20.000 Léguas Submarinas para a Disney, com base em um roteiro de Scott Z. Burns. Nada sobre o remake foi anunciado ainda. Independente disto, eu me conformo com a versão de 1954, que é única, além do mas, clássico é clássico!!

Texto escrito por Beatriz Alencar do blog Cantinho Disney e cedido gentilmente para o Blog JVerne.

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