terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Charles Dickens - 200º Aniversário do seu nascimento


"Todavia, o meu autor favorito é, e sempre foi, Dickens. Não conheço além de uma centena de termos ingleses, por isso o leio traduzido. Mas, afirmo-lhe, senhor", Verne colocou a mão sobre a mesa, insistindo, "que li tudo de Dickens pelo menos dez vezes. Gosto imensamente dele, e no meu próximo romance, "Ptit-Bonhomme", dou provas disto e do meu reconhecimento."
Por J. Verne na entrevista 'J. Verne em casa' por Sherard em 1893.

"O escritor inglês que considero mestre de todos: Charles Dickens.- expressou Verne assim que o seu rosto se iluminou de entusiasmo juvenil. Acho que o autor de Nicolas Nickeleby e David Coperfield domina o sentimento da emoção, do humor, do imprevisto, da intriga. Tem tantas qualidades que uma só bastaria para garantir a reputação de um autor menos favorecido. Eis aí mais um cuja fama se poderá desvanecer mas que jamais se extinguirá."
Por J. Verne no Encontro com Marie Belloc em 1894.

Nesse quarto estão meus livros favoritos, aqueles que mais uso. Aqui encontrará toda a obra de Dickens” - disse Júlio Verne, com voz entusiasmada – “Como sabe, sou um apaixonado admirador de Dickens. Creio que possuía todas as qualidades: a inteligência cheia de humor de Sterne, do qual também sou grande leitor e admirador, toda a sensibilidade e nobres sentimentos e personagens, excelentes personagens. Era um escritor pródigo, tal como nosso Balzac, que criou um mundo sobre o qual se modelou a sociedade das gerações que se seguiram”.
Por J. Verne numa Nova entrevista de R. Sherard ao autor em 1903.

"Qual é o seu autor favorito?
“Vivo ou morto?”
Bem, digamos morto.
“Apenas há una resposta a essa pergunta” —disse Verne com entusiasmo—. “Para mim as obras de Charles Dickens são únicas no seu género, eclipsando a todos os outros pela sua incrível força e justeza de expressão. Que humor e que deliciosos sentimentos podem ser encontrados nas suas páginas! De que forma parecem viver os personagens das suas obras e como um sabe entender os seus propósitos! Li e reli as suas obras mestras, assim como a minha esposa. David Copperfield, Martin Chuzzlewit, Nicholas Nickleby, A velha tenda de curiosidades. Nós lemo-las todas, não é assim?”
“Ah, sim!” —respondeu a senhora Verne—. "Têm uma força verdadeira."
É algo agradável ouvir um autor a falar com palavras de tal admiração incondicional a respeito a outro, especialmente quando, como neste caso, estão separados, não apenas por diferentes tipos de estilo, como também pela barreira da nacionalidade."
Por J. Verne na Entrevista de Gordon Jones ao autor em 1904.

1 comentário:

Carlos Patrício disse...

A influência de Dickens se faz presente em algumas obras do Mestre, notadamente aquelas com apelo mais infantil e que se utilizam de personagens muito jovens ou ainda crianças.

Mas o mais interessante no artigo é constatar a humildade de Verne que, ao contrário da quase totalidade dos autores literários, não se furta a tecer elogios a seus escritores favoritos, sempre com muita gentileza e elegância.

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