terça-feira, 27 de novembro de 2007

Novo autor - Carlos Patrício

O blog "JVerne em português" está a crescer... O crescente número de visitas dá força e coragem para continuar e torná-lo cada vez melhor!

E por isso perguntei ao meu querido amigo brasileiro e especialista em Verne, Carlos Patrício, se estaria interessado em contribuir com a sua sabedoria para o blog. Para agrado de nós todos, a sua resposta foi positiva e a partir de hoje podemos contar com um novo autor.
É sem dúvida uma belíssima participação e iremos com certeza aprender muito com ele.

Já agora aproveito para dizer que o Carlos já colocou um novo post.

Dou-lhe as boas-vindas e desejo-lhe o maior sucesso no blog!

Obrigado amigo!

Rua Júlio Verne, Rio de Janeiro, Brasil

Em resposta ao tópico sobre as Ruas Júlio Verne, aqui na cidade do Rio de Janeiro temos uma Rua Júlio Verne, no bairro de Campo Grande, Zona Oeste da cidade. É uma pequenina e aprazível ruazinha, com apenas quatro blocos (quarteirões) e sem saída em um dos lados, o que a torna um logradouro tranqüilo, silencioso e muito calmo. Durante minha visita, ouvi passarinhos e senti uma gostosa brisa no local, apesar do dia quente que fazia na cidade.















Fica num loteamento cujas ruas têm nomes como Kepler, Euler, Laplace, Lavoisier, Torricelli, Lagrange, Gutemberg e Ampére. Ou seja, todos gênios e todos reunidos num único espaço. As fotos mostram a placa denominadora numa bonita casa amarela (que por sinal, estava à venda - fiquei pensando ... e ainda estou inclinado a fazer uma oferta ao dono hehehehehe) e uma vista de um dos lados da rua.















Como disse uma vez o Fred, referindo-se à "Boulevard Jules Verne" em Amiens, esta também parece ter aquele "toque" do mestre, aquela sensação de sossego, calma, de bem-estar... mesmo estando no coração de uma cidade grande e movimentada, cheia de carros e pessoas passando de um lado para o outro, a linda ruazinha dava a impressão de estar isolada do resto do mundo. Veja as fotos.

Podemos concluir, então, que as ruas com o nome do escritor têm aquilo que ele fazia questão de ter, o sossego, a paz?
Certamente, são ruas que trazem sua marca ...

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

'Júlio Verne, A Ciência e o Homem Contemporâneo'

Acabou de ser lançado em português, e pela editora brasileira Bertrand, um novo livro sobre Verne escrito por Michel Serres.

Chama-se "Júlio Verne - A Ciência e o Homem Contemporâneo"!



Sinopse:
"Júlio Verne - A Ciência e o Homem Contemporâneo", é um diálogo entre Michel Serres e Jean-Paul Dekiss que conduz o leitor num passeio pela obra do autor de Vinte Mil Léguas Submarinas. Os romances de aventuras destinados à juventude, pela mão de Serres, vão-se tornando verdadeiras obras de crítica da cultura. A análise da obra de Verne dá a oportunidade de pensar sobre o mundo contemporâneo, sobre o antagonismo que há muito opõe a ciência e a literatura e sobre o cidadão que queremos formar. Serres é autor também de Hominescências, Os Cinco Sentidos, Notícias do Mundo, Variações Sobre o Corpo e O Incandescente. "Com muito talento, Júlio Verne tentou um golpe admirável, uma viagem extraordinária: tornar a ciência cultural", escreve Serres. "Ele conta que as ciências fazem parte da formação cultural como as rochas colaboram, em parte, para a formação da crosta terrestre. A escotilha de Nemo mostra, como uma tela, que a oceanografia permite ver melhor a beleza do mar. Quanto a nós, filósofos, políticos, administradores etc., não conseguimos tornar cultural a ciência contemporânea. Daí um afastamento, uma dilaceração dramática. Um rumor social crescente a recusa. Entre nossos saberes, nossos meios e a cultura, a tensão aumenta. A cultura se afasta da pesquisa. Isso é preocupante. Perdemos uma via na qual Júlio Verne mostrou que poderíamos ter nos embrenhado? Nós não a seguimos, e a universidade formou, como eu disse, literatos cultos mas ignorantes, ..."

Não terá data nem se sabe se será lançado em Portugal.
Podem fazer a vossa compra no site Siciliano.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Quem mora na Rua Júlio Verne?

Em Portugal como em França, várias são as ruas Júlio Verne. Em todo o país temos 3 ruas, estando elas na sua totalidade na zona de Lisboa. Para além das ruas, o nome do escritor foi dado a uma praceta e a um passeio, ambos mais uma vez localizados nos arredores da capital.

Aqui ficam as suas localidades exactas:

Praceta Júlio Verne
Aroeira
2820-026 CHARNECA DA CAPARICA

Rua Júlio Verne
Famões

1685-804 FAMÕES

Passeio Júlio Verne
Lisboa
1990-009 LISBOA

Rua Júlio Verne
Santa Iria de Azóia
2690-505 SANTA IRIA DE AZÓIA

Rua Júlio Verne
Conceição da Abóboda
2785-299 SÃO DOMINGOS DE RANA

No entanto, gostaria de confirmar tais localizações e por isso pedia a quem vivesse nestes locais ou perto, que tirasse uma foto da placa identificadora e me enviasse afim de colocar aqui no blog as fotos. Seria interessante, pois, para além de confirmar tais referências, teríamos a oportunidade de ver uma placa em Portugal com o nome do escritor.

terça-feira, 6 de novembro de 2007

Mais um sonho concretizado...

Num post anterior referi que não iria desistir de tentar concretizar um sonho meu, viajar de balão.

Apesar da minha pouca esperança, fui no passado domingo, novamente ao Palácio de Cristal afim de realizar a tal viagem. Ao contrário do que estava à espera, fui surpreendido com o balão, ainda que vazio, estendido no chão. Fiquei naturalmente feliz de o ver pois haveria a hipótese de nesse dia realizar a viagem. No entanto, notei vento o que, para quem desconhece, torna estas viagens impossíveis de se fazer. Comuniquei a minha vontade ao responsável o qual, além de me ter confirmado a viagem, me disse que seria o primeiro a levantar voo. Depois de ter visitado este local várias vezes durante a semana, bem que merecia ser a “cobaia”.


Após esperar que o vento diminuísse, chegava o momento de encher o aeróstato. Com a ajuda de uma ventoinha (com certeza haverá algum nome técnico mas desconheço), começou-se a encher o balão com 3.000 m³ de ar. Aos poucos começamos a ver a sua forma, mas seria necessário aquecer o ar (ar quente é mais leve que o ar frio) com uma chama controlada. Assim se fez e o balão ascendeu ligeiramente levando consigo o respectivo cesto colocando-o na vertical. Este enchimento, nunca presenciado por mim, foi também assistido por um vasto público atento e silencioso.

Agora pronto para a viagem, procedeu-se à chamada do viajante nº1, eu próprio! Já dentro do cesto do aeróstato, tive uma melhor visão da imensa assistência que se fazia sentir no local agora a observarem-me. Logicamente não demonstrei o receio e o nervosismo que sentia naquele instante.

Estava pronto para levantar voo e olhando mais uma vez para a plateia, sorri. Esta situação fez-me pensar quão de semelhante terá sido a partida do Prof. Fergusson, em Cinco Semanas em balão, para o centro de África apesar de eu jamais sair daquela latitude/longitude.

Após se ter “dado” um pouco de chama senti-me subir. Estava a voar! O sonho estava-se a concretizar! Fui subindo e, olhando para baixo, via o “meu público” cada vez de menor tamanho. Olhei em frente... Que vista! Vi o rio que reflectia os raios de sol, vi a ponte de Arrábida, vi a torre dos Clérigos,... que maravilha! Estava a concretizar um sonho e ainda por cima na minha cidade! Não podia pedir mais! Estava feliz!

Como me sentia bem lá em cima, que paz, que silêncio! Porém, estes momentos eram interrompidos pela chama controlada que, para além de nos manter naquela altitude (ou subir consoante os casos), nos contemplava com um imenso calor sendo quase impossível olhar naquele momento para o interior do balão. Estive a contemplar a cidade mais de 15 minutos tendo sido, por duas situações, obrigado a diminuir a altitude devido ao aumento da velocidade das correntes de vento que por vezes se fazia sentir. Mas estava a ser uma experiência fantástica que muito dificilmente iria repetir, muito menos na minha cidade!


Demos início à descida. A minha viagem estava a terminar, porém, ainda pude dar um ultimo olhar lá do alto à minha cidade onde nasci. Quase a atingir o solo, o vento fez-nos uma partida o que nos levou a fazer uma aterragem um pouco brusca levando à inclinação do cesto. Felizmente a consequência foi nula pois estava agarrado a um dos braços do balão. Algo me tinha dito (talvez o meu nervosismo agora patente) que seria o melhor a fazer antes de pousar.

Rapidamente o cesto adquiriu a sua posição normal e foi-me possível sair em segurança. Não sei se é do conhecimento geral mas os cestos dos balões pequenos (os dos maiores não sei) não têm qualquer porta sendo o seu acesso relativamente difícil para quem tem pouca agilidade. Poderão ver na foto a minha dificuldade.

Já no exterior, contemplei outra vez o meu último meio de transporte e pensei em algo curioso. Verne apesar de ter incluído este meio de transporte em várias obras (A Ilha Misteriosa, Cinco semanas em balão, etc... mas não em A Volta ao Mundo em 80 dias como muita gente pensa devido aos filmes que o incluem) só posteriormente teve a oportunidade, também na sua cidade, de experimentar tal meio de transporte.

Há bastante tempo que pensava em ter esta experiência porém estas viagens só ocorrem em planícies e sem vento sendo o local mais apropriado a zona do Alentejo. E por isso era bastante improvável que algo acontecesse no norte do País, muito menos numa cidade. Mas, inexplicavelmente aconteceu, e pude ser por breves momentos uma personagem de Verne na sua obra Cinco semanas em balão. Teria Verne em conjunto com o meu avô sabido deste meu desejo e me ajudado a concretizar mais um sonho meu e ainda mais neste local? Não sei, talvez!

Bem haja a todos que leram este post!

Fica para breve uma viagem num submarino, que dizem? Ehehehe!

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Verne e Da Vinci

“Verne foi um homem com um poder imaginativo muito avançado para a época em que vivia, uma mente voltada para o futuro em meio a tantas limitações científicas, ele sabia como ninguém dar forma ao imaginário, tal como Da Vinci, mal comparando, o fez em outros campos...”

Foi com este propósito que visitei a exposição "Leonardo Da Vinci - O Génio" patente no Palácio de Cristal na cidade do Porto.

A exposição acolhe dezenas de modelos (concebidos em solo italiano por artesãos e especialistas europeus), em tamanho real, construídos a partir dos desenhos de Leonardo da Vinci (1452-1519), bem como peças inspiradas na obra e vida do pintor, escultor, cientista, arquitecto, engenheiro, médico e inventor italiano, um dos maiores génios da humanidade.

Antes de entrar perguntei-me como poderia caber uma exposição tão grandiosa num espaço como o do recinto do pavilhão. Resposta: em dois pisos e aproveitando o espaço superior para a suspensão das máquinas voadoras.

Para começar digo que a exposição está muito bem conseguida. Em 2600 metros quadrados, esta divide-se em dois pisos com vários sectores, incluindo 67 máquinas maravilhosas (37 à escala real e 23 interactivas), estudos anatómicos e arte. Os espíritos mais desejosos de saber ficarão satisfeitos com a contemplação de algumas invenções ‘davincianas’, como o ‘Homem de Vitruvio’, o planador, o pára-quedas, um submarino (muito curiosa a sua descrição e ainda mais pois Verne pegou nesta ideia 400 anos depois), um tanque de guerra, um fato de mergulho (muito parecido com o escafandro e mais uma vez aproveitada por Verne) e uma bicicleta projectada a partir de um desenho de Leonardo, só encontrado em 1966, mas traçado no papel há mais de 300 anos. A Humanidade viria a descobrir a bicicleta só no século XIX.

O evento conta ainda com reproduções das dez mais famosas pinturas do mestre, desenhos e anotações, que permitem admirar o surgimento da perspectiva e dos planos de fundo de obras tão conhecidas como ‘Mona Lisa’, ‘A Virgem dos Rochedos’ e ‘A Última Ceia’.

Recomendo a sua visita. No entanto é de lamentar a ausência de um preço para estudantes. Fala-se tanto da cultura para os jovens mas ‘o caminho’ não nos é facilitado.

Mas as referências a Verne ainda não tinham acabado. No exterior deparei-me com um cartaz onde dizia “Viagem a balão – 10€”.

Há imenso tempo que sonhava com esta viagem, entrar num balão e levantar voo como fez o nosso ‘Dr. Fergusson’ (5 Semanas em Balão). Olhei em redor e lá estava o cesto do balão mas sem nada copulado. Ah, como eu gostava de subir de balão em plena cidade do Porto, como eu gostava de ter a sensação do nosso querido Fergusson.
Tentei tudo para realizar esta viagem mas foi-me dito que não seria possível devido ao vento. Que pena, teria que ficar para outra oportunidade.
Escusado será dizer que tenho lá ido regularmente desde então, mas não tenho tido qualquer sorte. Apesar do cartaz se manter não me parece haver interesse dos organizadores pois não tenho encontrado ninguém para qualquer explicação. E não acredito que continue a ser do vento pois os dias têm sido bastante bons para esta época do ano.

No entanto, não irei desistir e voltarei a visitá-los pois, como se diz, nunca deveremos desistir dos nossos sonhos!

Esperem pelas notícias dos próximos capítulos! Deixem-me sonhar...

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