quinta-feira, 24 de junho de 2010

Conferência 'J. Verne, o homem que sonhou o futuro'

Não perca hoje, dia 24, às 21h, na Associação Nova Acrópole em Coimbra (Portugal), a conferência Júlio Verne, o homem que sonhou o futuro.

A entrada é livre e a apresentação será a cargo de Françoise Terseur, escritora, investigadora e formadora da N.A.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

'Viagem ao Centro da Terra' na colecção 11x17

A Bertrand Livreiros, editora portuguesa, lançou na colecção de livros de bolso 11x17 «Livros pequenos, grandes histórias», Viagem ao Centro da Terra. Trata-se do 2º livro de J. Verne editado na colecção depois de A Volta ao Mundo em 80 dias.

A colecção tem apostado em conteúdos abrangentes e traduções cuidadas, caracterizando-se pela sua natureza generalista e pela diversidade de autores publicados, segundo a editora.

Fonte: Bertrand.pt

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Esperanta Klubo Jules Verne

Está para ser fundado oficialmente o Clube Esperantista Jules Verne e para o homenagear, publico aqui um texto que fala sobre a relação de Júlio Verne com o Esperanto.

O centenário da morte de Júlio Verne (1828-1905) foi marcado por abundantes trabalhos e artigos obre o autor e sua obra. Aparentemente tudo foi dito a respeito do tema. O que de novo ou não publicado se pode ainda descobrir?

O autor de “Viagens Extraordinarias” (Voyages extraordinaires) sempre sonhou com uma sociedade ideal constituída de cidadãos responsáveis e prudentes, e uma humanidade mais culta e justa, posicionando-se mais zelosamente a respeito de seu destino sem a ajuda de algum Deus ou providencia humana. Esta humanidade – para poder viver mais harmoniosamente – deve possuir recursos universais de comunicação, uma língua comum.

J. Verne estava convicto que uma língua construída universal poderia ser viável. Ele referiu isto em “20.000 leguas submarinas” (Vingt mille lieues sous les mers). A equipe do Nautilus consistia de pessoas de diversas nações: espanhóis, turcos, árabes, indianos, capazes de intercomunicar-se somente por um “idioma estranho, único e absolutamente incompreensível“. Tratava-se de uma linguagem conhecida apenas por eles, uma língua inventada, a qual não puderam compreender os ‘hospedes’ embarcados contra a vontade.

Eis o desagradável em não se conhecer todas as línguas“, observa um dos personagens do romance, ”ou a desvantagem de não se ter apenas uma língua”. Foi acrescentado pelo autor “idioma sonoro, harmonioso, flexível, o qual possui vogais aparentemente submetidas a acentuação bastante variável“.

A menção a este idioma repetiu-se uma dezena de vezes na obra. Martela no texto de Jules Verne a alusão à língua “sonore, harmonieuse, flexible”, o qual todo esperantista pode encontrar em muitos livros e textos dedicados a Língua Internacional: “belsona, harmonia, fleksebla”. Conclusão: a tripulação do Nautilus esprimia-se em esperanto.

 Bandeira do Esperanto

Infelizmente este argumento confronta-se com um importante contra-argumento: "20.000 léguas submarinas" publicou-se pela primeira vez na “Revista de educação e recreação“ (Magasin d’éducation et de récréation) em 1869. Logo, dezoito anos antes do aparecimento da tradução francesa da brochura de Zamenhof intitulada “Língua internacional do Dr. Esperanto” (1887). Portanto, em 1869, J. Verne não poderia saber sobre uma língua ainda não existente. Poderia tratar-se do Volapük (outra língua)? Também não. O primeiro livro de estudos sobre volapük surgiu somente em 1880. Aliás, as qualificações de “sonora, harmoniosa, flexível” não convém à deselegante e complicada linguagem do padre alemão Schleyer.

Aqui manifestou-se anacronismo, o qual podemos logicamente atribuir a posterior rearranjo do texto original por parte do autor durante as reedições.

Todos sabem que J. Verne teve paixão pela Língua Internacional. Sua sobrinha, senhorita Allotte de la Fuÿe, atesta sobre isto em sua correspondência: – “Jules Verne é partidário do esperanto. Ele intenta dedicar um volume a este tema e opina que a chave da língua humana perdida na torre de Babel deve estar forjada artificialmente”.

Em 1903, tornou-se membro de um grupo esperantista na cidade de Amiens, cidade onde morava o escritor, depois de ter assistido a uma palestra de Theophile Cart sobre o tema. Jules Verne aderiu prontamente. Ali, ele tinha dois amigos: Charles Tassencourt, o presidente, e Joseph Delfour, famoso esperantista. Ambos propuseram a presidência honorária ao romancista, o que ele aceitou favoravelmente. Em todo caso, ele prometeu compor um romance louvando os méritos do esperanto.

Ele manteve sua promessa. Porém, devido a doença, cansaço, um pouco de surdez e cegueira, ele não pode terminar a obra. Até à sua morte (24 de Março de 1905), ele havia escrito somente os quatro primeiros capítulos. É interessante atentar para alguns ditos colocados na boca de personagens do conto.

O esperanto é uma língua simples, flexível e harmoniosa, útil tanto para uma prosa elegante como para inspirados poemas. É capaz de expressar todos os pensamentos e os mais delicados sentimentos da alma. É a língua internacional ideal. A principal ideia para esta formação é a eleição dos radicais proporcionalmente as suas internacionalidades, estes foram eleitos conforme segundo votos internacionais”- Jules Verne

E o autor acrescentou que “O estudo do esperanto de forma alguma apresenta dificuldades para a pronúncia ou a memória. Todos aprendem como respiram…”.

Este ultimo trabalho, intitulado "Viagem de Estudos" (Voyage d’étude), é a ultima obra sobre a qual trabalhou meu pai”, escreveu seu filho Michel em 30 de Abril de 1905. Como dito atrás, até à morte do escritor, o mais rudimentar esboço consistia de quatro capítulos mais o começo do quinto. Com certeza que o escritor pretendia que um tema do conto tratasse da aventura de uma missão colonial na África, um outro sobre o esperanto.

Michel Verne retomou o manuscrito de seu pai, modificando-o, intitulando-o “A espantosa aventura da missão Barsac” (L’étonnante aventure de la mission Barsac). Ele empreendeu um verdadeiro arremedo do «Viagem de estudos» condensando os primeiros quatros capítulos em um só e não respeitando o local e data os transladando do Congo francês a Guiné. Por outro lado, seu romance, o qual finalizado consistia de 15 capítulos, trata somente sobre colonialismo excluindo todas as alusões ao esperanto. Estes fatos, Charles-Noël Martin não julgou serem dignos de menção no prefácio da “A espantosa aventura da missão Barsac”.

Foi o destino de Jules Verne que ele morresse somente 5 meses antes do 1º Congresso Internacional de Esperanto organizado em Bolonha de 5 a 13 de Agosto de 1905. A celebração do centenário deste evento evidenciou a vitalidade desta língua, a qual o autor de “Viagens Extraordinárias” considerou ”o mais seguro, o mais rápido veículo da civilização”.

O actual acesso à Internet torna possível aprender sobre uma língua viva que, até agora, uma conspiração silenciosa na história tinha tentado sufocar.

Ao antever o belo futuro prometido ao esperanto, única língua verdadeiramente universal, Jules Verne, mais uma vez, acertou.

Uma boa dica para quem quiser saber mais é este livro, Jules Verne esperantiste!, de Lionel Dupuy.


Artigo escrito por Cândido Ruiz, do Blog Absinthium, e cedido gentilmente para o Blog JVernePt.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Deixe a sua mensagem no nosso Livro de Visitas

De forma a tornar mais fácil e rápido o contacto dos nossos visitantes para connosco, criadores do blog, decidimos abrir um livro de visitas (ver final da barra lateral do blog) onde qualquer um poderá deixar uma mensagem sobre o nosso blog/site ou uma questão sobre a vida e/ou obra de J. Verne.

As mensagens poderão ser privadas (só os donos a verão) ou públicas. Caso deixe uma mensagem pública, o seu email, caso o coloque, só aparecerá para os donos do Blog JVernePt. Estejam à vontade.

domingo, 13 de junho de 2010

Mais uma homenagem a J. Verne em Espanha

Muitos se lembram, com certeza, de duas visitas minhas, uma em 2007 e outra em 2008, a dois monumentos em Espanha dedicados a Júlio Verne.
No entanto, até ao dia de ontem pensava que eram os únicos em território espanhol mas, para minha surpresa, revelaram-me mais um.

Formentera é um município da Espanha na província e comunidade autónoma das Ilhas Baleares. É a mais pequena e menos desenvolvida das ilhas Baleares. Formentera ainda permanece a salvo do turismo de massas e oferece ao visitante óptimas praias emolduradas por penhascos rochosos e banhadas por um mar límpido e azul. É excelente para passeios a pé ou de bicicleta e para ter umas férias tranquilas.

A capital, Sant Francesc. é pouco mais do que uma aldeia grande e atraente com uma igreja do século XVIII na praça principal e um interessante Museu Etnológico.
De Sant Francesc, uma estrada estreita conduz à extremidade sul da ilha, Cap de Barbaria, com um farol isolado na ponta e uma torre defensiva do século XVIII.
Outro farol, de La Mola, ergue-se na extremidade oriental da ilha, no planalto de La Mola, juntamente com um monumento em honra do escritor francês Júlio Verne, que utilizou a ilha como cenário para uma das suas obras e onde a considerava como um lugar mágico.

Mas qual a obra que J. Verne usa Formentera como cenário e que o levou a ser homenageado?
Héctor Servadac é um oficial francês que, estando em Formentera, presencia um terremoto que sacode a ilha. Ele, depois de voltar a si, descobre que algo estranho se está a passar.

Aqui algumas fotos da sua homenagem em Formentera:


Novelista genial y profeta de la Ciencia eligió este lugar para el desarrollo de su novela Hector Servadac Viaje a traves del Mundo Solar … ”

Fica a esperança que um dia se faça uma homenagem a J. Verne em Portugal, país que visitou duas vezes.

Fotos do site Cyberhades e cedidas gentilmente para o Blog JVernePt.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Série 'Classics Illustrated' será reeditada

A editora HQManiacs anunciou que vai voltar a publicar a série Classics Illustrated, dos anos 90, no Brasil. Produzida pela First Comics, nos EUA, a série reuniu grandes nomes dos quadrinhos para adaptar clássicos da literatura, e teve alguns volumes adaptados no Brasil pela editora Abril.
 
A HQManiacs diz que vai publicar todos os 30 volumes que compõem a série, começando pela adaptação de Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll, por Kyle Baker. A linha começa no segundo semestre, para bancas e livrarias.
Nesses 30 volumes anunciados pela editora está, como seria de esperar, A Volta ao Mundo em 80 Dias (Julio Verne).
 
A série Classics Illustrated tem uma tradição de quase 70 anos nos EUA, e o nome passou por várias editoras.

Fonte: Omelete

Livro "Vinte Mil Léguas Submarinas" tridimensional

O clássico de J. Verne, "Vinte Mil Léguas Submarinas", ganha versão pop-up com esta adaptação inédita e tridimensional para os quadrinhos.

Projetado por Sam Ita, um dos grandes nomes da engenharia de papel, o livro traz desenhos espetaculares que saltam para fora da página e dão movimentos fantásticos aos personagens. Esta viagem inesquecível, a bordo do Nautilus, leva o prof. Aronnax a conhecer o enigmático Cap. Nemo e as incríveis criaturas que habitam o fundo do mar.


O livro pode ser encontrado em português na editora Publifolha (Brasil) por R$ 59,90.

quarta-feira, 9 de junho de 2010

Que tal um livro interativo em papel?

Em tempos de iPads, Slates, eePads, Kindles e uma cacetada de outros tablets invadindo o mercado sem cerimônias, é impossível não pensar no futuro do livro tradicional. Apesar disso, quase todo mundo concorda que ele vai continuar existindo. Além do charme, nossos amigos com cheiro de bolor oferecem uma grande vantagem (ao menos por enquanto) sobre qualquer gadget: o fato de funcionarem sem energia elétrica, com autonomia eterna, mesmo que você esteja acampado na Patagônia ou perdido no Saara.

Mas e se fosse possível ter um livro de papel que também conta com recursos de interação digital?

Essa é a ideia por trás dos Ubimark Books. As páginas trazem diversos links, em QR Code, para uma comunidade online com fotos, vídeos, mapas, comentários sobre a obra e detalhes históricos. Tudo acessível com seu smartphone. E o mais bacana é que o conteúdo é adicionado à comunidade pelos próprios leitores.

E qual o primeiro livro com QR Code à venda? Só podia ser A Volta ao Mundo em 80 Dias, de Júlio Verne (vejam link para o comprar).
Vejam o vídeo para entenderem um pouco melhor:



Resumindo: você pode ler à moda antiga, sem ter sequer uma bateria carregada por perto; ou pode ir além e agregar elementos online à sua experiência de leitura. Para isso só basta ter um celular (pt: telemóvel) com câmara, aceder a partir dele ao site www.i-nigma.mobi e descarregar o programa (ver aqui lista de telefones que suportam a tecnologia).

Se a bagaça vai vingar eu não sei. Mas Júlio Verne, famoso por escrever de maneira quase premonitória sobre inovações tecnológicas que ainda não existiam no seu tempo, provavelmente ficaria orgulhoso.

Texto escrito por Bruno Lacerda do blog homónimo, BrunoLacerda.com.br, e cedido gentilmente para...

E-books de J. Verne disponíveis para iPhone

A A&H Software, em parceria com a Editora Melhoramentos (Brasil), lança para o iPhone, iPod touch e iPad da Apple o primeiro aplicativo brasileiro leitor de e-books e loja virtual, o "Melbooks".

O aplicativo, gratuito, permite que o usuário adquira e-books da Editora para ler em seu aparelho; inicialmente estão disponíveis obras de Conan Doyle, Ziraldo e Júlio Verne.


Fonte: Excola.com.br

terça-feira, 8 de junho de 2010

"The Extraordinary Voyages of Jules Verne"

A sua fascinação pela geografia, pela ciência e pela matemática alimentou as suas obras e o seu espírito visionário. Quando a revolução científica começou, o progresso conquistou o seu espaço e ele se propôs a ser o cronista do futuro. Um pesquisador incansável e um aventureiro tenaz, as suas obras são fruto tanto da sua experiência de vida como da sua fértil imaginação. Inclusive, foram traduzidas para 140 idiomas, inspiraram muitos cientistas e produtores e continuam dando a volta ao mundo, percorrendo muito mais de 20 mil léguas em 80 dias... Júlio Verne.

A sua biografia no canal BiographyChannel (versão espanhola) onde participam diversos especialistas como Piero Gondolo della Riva, Gavin Scott, Walter James Miller, e até Jean Verne, bisneto do escritor:













A inclusão destes vídeos no youtube não são da responsabilidade do Blog JVernePt.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

Aceitam uma nota com J. Verne?

Que interessante seria para os inveterados fãs de J. Verne irem às compras e pagarem com esta magnífica nota?


Infelizmente não passa de uma utopia mas J. Verne não disse uma vez "o que um homem pode imaginar, outros podem tornar real"?
Foi isso que fez a discreta mas famosa empresa suiça KBA-Giori (especializada na impressão de notas de banco) quando, em 2005 (ano do centenário da morte do escritor), decidiu imprimir esta nota (espécime em papel de nota) e apresentá-la no Salon Banknote de Lausanne.

É verdade que não poderá ser usada para o fim acima citado (apesar de duvidar que alguém a usasse caso fosse possível) mas penso que já será bastante bom tê-la em mãos.
E foi a pensar em nós que um amante e coleccionador de notafilia, Valdemar Pereira, disponibilizou algumas notas vernianas para venda.
Aqui ficam mais algumas fotos deste belo exemplar:

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Relacionado com notafilia, deixo este tópico referente à Moeda da República da Lua.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

'A Estrela do Sul' lançado em Portugal

Uma óptima notícia não só para os fãs de J. Verne como também para os amantes de filmes clássicos.

A Sony Pictures Portugal acaba de lançar para o nosso país o filme de 1969, A Estrela do Sul. Este filme baseado na obra homónima de J. Verne tem realização de Sidney Hayers e participações de George Segal e Ursula Andress.

Sinopse:
Numa colónia francesa do oeste de África, Kramer criou em seu redor um grande império. Numa festa organizada por ele desaparece um fabuloso diamante descoberto por Dan Rochland (George Segal), um reconhecido geólogo americano. As suspeitas do roubo da jóia, conhecida como "A Estrela do Sul" recaem sobre Matakit, ajudante de Dan. Será ele e erica (Ursula Andress), filha de Kramer, os que irão encontrar o diamante e assim provar a inocência de Matakit. No entanto, não será nada fácil...
Esta comédia de aventura, na qual Orson Welles tem um pequeno papel, foi baseada num romance de Júlio Verne.

O filme em DVD está em promoção de lançamento na FNAC por isso aproveitem.

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