quinta-feira, 9 de julho de 2009

J. Verne, um precursor da ficção científica - 1ª Parte

Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, astrónomo e escritor brasileiro, Doutor pela Universidade de Paris (Sorbonne) foi o criador e primeiro diretor do Museu de Astronomia e Ciências Afins do Rio de Janeiro (Brasil). Professor visitante da Universidade do Vale do Acaraú, Sobral, Ceará é membro titular do Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro, da Academia Brasileira de Filosofia, da Academia Carioca de Letras e da Academia Luso-Brasileira de Ciências, Letras e Artes. Primeiro Prémio José Reis (1979). Autor de mais de 100 artigos de pesquisa publicados em revistas cientificas internacionais e mais de 75 livros, dentre eles o Dicionário Enciclopédico de Astronomia e Astronáutica – 2ª edição revista e ampliada -, o único dessa especialidade no mundo com mais de 30.000 verbetes.

É também um apaixonado pela vida e obra de J. Verne tendo já escrito vários artigos e apresentado várias palestras (aqui a sua última em Portugal) sobre o escritor francês.
O Blog JVernePt entrou em contacto com o Dr. Ronaldo Mourão, considerado por muitos um dos grandes vernianos mundiais, tendo-lhe pedido autorização para publicar o seu melhor artigo/biografia sobre Verne no nosso blog. A autorização foi nos dada com extrema simpatia e gentileza e nos próximas dias iremos apresentar, em várias partes, os seguintes temas:


Júlio Verne - Um precursor da ficção científica

No ano de 2005, a França comemorou o centenário de morte de Júlio Verne, um dos romancistas mais imaginativos e populares. Sua obra, uma das mais traduzidas no mundo, transformou-o em um dos escritores franceses universalmente mais conhecidos. Espírito extraordinariamente curioso, foi um grande leitor. Nutria a sua cultura nas enciclopédias e nos periódicos que lia sistematicamente todos os dias. Soube como ninguém revelar os sonhos da sua época, expondo as visões de um novo mundo. Suas especulações baseavam-se numa documentação científica impressionante que acumulava antes de iniciar os seus romances. A estas pesquisas se associava uma imaginação literária e poética de grande sensibilidade político-social que valorizava a importância da ciência e da tecnologia. Como disse o filósofo e escritor Serres: desde a morte de Verne falta um escritor que dê a ciência a valorização que ela merece. Até hoje, o próprio nome Jules Verne evoca as imagens de um mundo, onde o cientista era uma mente preocupada em preservar um futuro feliz e justo para a humanidade – como, por exemplo, a do capitão Nemo, capaz de destruir os seus inventos, pois acreditava que os governos ainda não estavam prontos para recebê-los - em relatos fantásticos ricamente ilustrados das Viagens extraordinárias, que mais tarde seriam aproveitados pelo cinema. Em consequência dos seus textos de visionário e do seu permanente aproveitamento cinematográfico, o nome de Jules Verne tornou-se um mito universal e imortal.
Júlio Verne viveu 20 anos em Nantes, 23 em Paris e 34 em Amiens.


1 comentário:

Carlos Patrício disse...

Mourão é fera - além de ser o maior astrônomo do Brasil, com vários livros publicados, sabe tudo sobre Verne!

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