quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Nobel da Química 2011 descobriu a vocação científica ao ler J. Verne

O laureado com o Nobel da Química 2011, o israelita Daniel Schechtman, que descobriu a vocação científica durante a leitura de Júlio Verne, batalhou anos contra o ceticismo dos seus pares para fazer reconhecer a sua descoberta dos quasi-cristais.

Depois de ler A Ilha Misteriosa 25 vezes na infância", disse que esta era a melhor escolha que podia ser feita. O engenheiro do livro conhece a mecânica e a física e cria toda uma vida numa ilha a partir do nada”, confidenciou durante uma entrevista publicada em abril pelo quotidiano israelita “Haaretz”.

Nascido há 70 anos em Telavive, Daniel Schechtman descobriu um material útil para proteções antiaderentes e a sua peculiar estrutura. É o resultado de uma vida inteira dedicada à investigação, destacam as agências internacionais.

O cientista é professor no Departamento de Materiais do Instituto Tecnológico de Haifa e de Ciências dos Materiais da Universidade Estatal de Iowa (Estados Unidos).

Após doutorar-se, em 1972, trabalhou nos laboratórios de investigação Wright Patterson AFB, Ohio (EUA) e três anos mais tarde entrou no Departamento de Engenharia de Materiais do Instituto Tecnológico de Israel.

A sua principal conquista na ciência, que lhe valeu o Nobel, foi a descoberta, em 1982, dos quasi-cristais, que revolucionou o conceito dos químicos sobre os materiais sólidos.

@Lusa
Fonte: Notícias.sapo.pt

1 comentário:

Carlos Patrício disse...

Fantástico! Mais um ganhador do Prêmio Nobel cita nosso autor favorito, e suas obras, como determinantes para a escolha de sua profissão.

Verne - e o engenheiro Cyrus Smith, de "A Ilha Misteriosa" - sempre inspirando os futuros (e no caso do professor Daniel Schechtman, atuais) gênios da Humanidade.

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