domingo, 1 de abril de 2012

Descobertas páginas rasgadas do diário de J. Verne

Depois de em 1986 terem sido descobertos os manuscritos de Paris no século XX por Piero Gondolo della Riva, famoso colecionador e presidente da Sociedade Jules Verne, enquanto vasculhava os arquivos particulares dos herdeiros do editor Hetzel, ontem o famoso International Vernian Bolletin anunciou outra descoberta inédita.

É do conhecimento público a existência de um diário de J. Verne onde o escritor descrevia algumas das viagens no seu iate (inclusive as que fez a Portugal), alguns apontamentos de notícias que achava interessantes e que poderiam levar à criação de um romance e até descrições de algumas aventuras suas como foi o caso de Dez horas à caça. No entanto, os historiadores sempre se perguntaram qual o destino das folhas que faltavam no diário. E foi esta a descoberta ontem anunciada.

Esta descoberta, por um historiador/investigador que preferiu se manter no anonimato, estava escondida atrás de um tijolo solto na primeira casa de Hetzel em Paris (nessa altura, Verne ainda iniciava a sua carreira literária).

Porém, as novidades não ficam por aqui. Que dizem essas folhas? Porque foram rasgadas?
Deixamos aqui os excertos disponibilizados e traduzidos. Serão verdade ou excertos de uma obra inacabada?

"O fato é que, insensivelmente, a absoluta estranheza de tudo aquilo, a trepidação e o balanço enjoativo da máquina e, mais que tudo, a sensação de queda prolongada haviam acabado com os meus nervos.
[...]
Senti nos ouvidos como que o estrondo de um trovão. Penso que por um momento fiquei atordoado. Um granizo impiedoso sibilava em torno de mim. Vi-me sentado na relva macia, diante da máquina caída.
[...]
Quando regressei com a Máquina do Tempo, foi com a absurda suposição de que os homens do Futuro estariam por certo infinitamente à nossa frente em todos os sentidos. Eu tinha viajado sem armas, sem remédios, sem nada para fumar — de vez em quando o fumo me fazia uma falta terrível — e nem mesmo trazia fósforos em quantidade suficiente. Se ao menos eu tivesse levado uma Kodak! Poderia ter tomado instantâneos desse mundo, para depois examiná-los com mais vagar. Mas o fato é que eu estava ali contando unicamente com as armas e os recursos que a Natureza me dera — mãos, pés e dentes. E mais quatro fósforos de segurança que ainda me restavam."

Cada um que tire as suas conclusões mas posso dizer que acredito que J. Verne terá sido um viajante do tempo.

Fonte: Veja aqui as fotos das páginas rasgadas e a notícia original.

5 comentários:

Carlos Patrício disse...

Incrível!
Fantástico!
Extraordinário!

Frederico J. disse...

É uma notícia que está a mexer muito o Mundo verniano. Nos fóruns dedicados ao escritor a cada novo segundo há perguntas de pessoas anónimas, dos media, etc sobre esta descoberta.

Ainda vai correr muita tinta sobre isto.

Luis disse...

Que foi um viajante no tempo não restam dúvidas.

Quanto à noticia em si, seria uma grande excitação para todos os vernianos. Hoje foi realmente um grande dia de noticias extraordinárias.

Um abraço a todos os vernianos

roberto disse...

Esta descoberta explica o fato de Julio Verne ser um homem a frente de seu tempo. Somente conhecendo o futuro para criar engenhos tão maravilhosos em suas obras.

Frederico J. disse...

Escusado será dizer que esta notícia foi a nossa mentirinha do dia 1 de Abril:)

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