sábado, 9 de junho de 2007

Uma visita a Amiens...

Tinha eu por volta dos 12 anos quando vi um livro numa livraria que me chamou a atenção devido ao seu título enigmático... Era “Viagem ao Centro da Terra” de um escritor de nome Júlio Verne.

Li-o com grande entusiasmo sem quase conseguir parar, sempre acompanhando com as magníficas ilustrações.
Após esta obra comprei “5 Semanas em Balão”, depois “20000 Léguas Submarinas”, “Volta ao Mundo em 80 dias”, etc...
Numa palavra posso dizer que fiquei apaixonado pelas obras deste autor.
Até hoje, ainda não parei de ler as suas obras, tendo cada vez mais admiração pelo mestre Júlio Verne.
As suas obras tiveram um grande significado na minha vida. Foram a partir delas que fui ao pólo norte e pólo sul, atravessei África, desci o rio Amazonas numa jangada, dei a volta ao mundo e até fui à Lua, sem sair do meu quarto. Além disso, as suas obras têm em mim uma grande “força” psicológica, isto é, quando me sinto “em baixo”, infeliz, deprimido, o meu remédio é a leitura de uma obra de Júlio Verne. As suas obras têm o poder de me fazer sentir feliz, de me sentir vivo!
Por isso, decidi que era a altura de lhe agradecer tudo o que fez por mim e nada melhor que o visitar na sua última morada em Amiens (França).
 
 
Levantando voo da minha cidade Natal, Porto, e chegando duas horas depois a Beauvais junto com o meu pai, apanhamos logo um táxi com destino à cidade de Júlio Verne.
À entrada da cidade, junto à linha de caminho de ferro, encontrei a primeira referência ao autor, “Le Cirque Municipal Jules Verne”. Este anfiteatro tem o seu nome desde 2003, devido ao seu discurso como conselheiro municipal, aquando da sua inauguração em 1889.
 
 
Seguindo pela “Boulevard Jules Verne”, uma rua nas traseiras do “Cirque”, foi me possível passar pela frente da casa onde Verne viveu em Amiens (aqui está o porquê do nome da rua) entre 1873-1882 e depois entre 1900-1905, onde veio a falecer. Esta casa, nº44 da antiga rua Longueville, está situada a sul da cidade, no novo bairro de Henriville que, em 1830, surgiu com a demolição das antigas fortificações. Modernas e amplas, estas casas estão voltadas para um grande jardim em torno do qual se justapõem casas todas elas do mesmo estilo. Em frente é possível ver na fossa das antigas fortificações, a nova linha de caminho de ferro Paris-Boulogne-Calais. Na fachada da casa, podemos ver um memorial onde nos é dito que Júlio Verne viveu nesta casa durante 14 anos vindo a falecer no dia 24 de Março de 1905.



Seguindo 100 m para este, encontrei, emocionado, um dos objectivos da minha visita: o “Museé Jules Verne”. Esta casa, conhecida pela casa da torre, foi habitada pela família Verne de 1882 até 1900. Porém devido à hora tardia, não me foi possível a sua visita nesse dia, deixando a sua descrição mais para a frente.
Seguindo 50 metros e atravessando uma rotunda, a qual Verne descreve numa das suas obras, podemos encontrar um pequeno parque verde com o nome “Square Jules Verne”. Lá podemos ver um magnífico monumento, constituído por um busto de Júlio Verne e três crianças lendo as “Voyages Extraordinaires”. Esta obra de arte, realizada em 1908 por Albert Roze, tem a finalidade de homenagear o autor devido à sua capacidade de levar as crianças a um primeiro contacto com a leitura. Porém, devido ao pouco dinheiro disponibilizado e à instabilidade do terreno provocado pela linha de caminho de ferro (neste local subterrânea), este monumento ficou mais pequeno do que o previsto. No entanto, o que me entristeceu foi a pouca limpeza do monumento.
 


Entrando no centro da cidade, por uma rua pedonal, deparamo-nos com o Teatro Municipal do qual Júlio Verne era bastante frequentador. Do original apenas sobreviveu a fachada visto que no seu interior nada mais encontramos do que uma agência bancária.
 
Seguindo pela mesma rua pedonal,“Rue Trois Cailloux”, encontramos o “Hotel de Ville”. Este fantástico e grandioso edifício alberga, traduzindo à letra, a casa da cidade. Verne foi conselheiro municipal durante 16 anos (1888 a 1904). A Câmara Municipal era governada na altura pelo republicano Frederic Petit.



Desde a saída do anfiteatro até aqui, é-nos sempre possível acompanhar a nível visual, a magnífica Catedral Notre-Dame de Amiens. Porém, só após atravessar meia cidade, é que pude finalmente deliciar, sem qualquer obstáculo, a magnífica obra do século XIII (palavras de Verne). Esta cidade, mais concretamente esta catedral (uma das maiores de França no seu estilo), serviu de fonte de inspiração para a descrição da cidade de Ragz e da sua catedral na obra “O Segredo de Wilhelm Storitz”.
 


Voltando ao hotel, ainda tive oportunidade de visitar exteriormente o “Le Musée de Picardie”, onde se encontram algumas obras de arte transferidas da Câmara Municipal a pedido de Júlio Verne afim de toda a população as poder ver, a Biblioteca Municipal onde Verne passava 5 horas por dia, o “Caisse d'Epargne” (Banco da Cidade) onde Verne foi administrador e a praça René Goblet aonde se localizavam os salões que Verne frequentava juntamente com os seus amigos.



Voltando ao hotel, tive a feliz oportunidade de passar por mais uma referência a este escritor, a Universidade Picardie Jules Verne. Já no interior do hotel verifiquei que os seus dois salões se chamavam, respectivamente, Nautilus e Nemo.
 

 O dia seguinte iria ser com certeza o mais especial da minha vida visto que iria visitar o meu “amigo” Júlio Verne à sua ultima casa.

Cimetiére de la Madeleine


Perante o meu pouco sono, devido com certeza à importância da visita ao túmulo, fiz-me à estrada, junto com o meu pai, bem cedo com a esperança de aproveitar bem a manhã no “Cimetière de la Madeleine”. Dois dias antes, ainda em casa, procedi aos cálculos da distância entre o hotel e o cemitério através do programa “Google Earth”. Obtive 2,34km e pensei que poderia fazê-los facilmente a pé. Não poderia estar mais enganado. Sem exagerar, andamos à volta de 10km. Durante o trajecto lembrei-me que procedi, no programa, à medição da distância em linha recta e não seguindo a estrada como deveria ser. Aprendi a lição pois no regresso viemos de bus.

O cemitério, o maior que já entrei, tem 500m de comprimento por 350m de largura. Passando os primeiros 250m cheguei finalmente à porta principal. Com o coração a bater cada vez mais depressa, entrei no cemitério. Optando por um caminho lateral devido à passagem de um carro (pela primeira vez entrei num cemitério onde é possível os visitantes se deslocarem de carro no seu interior) fui lentamente apreciando, com um pouco de nervosismo, as magníficas sepulturas dos séc. XVIII e XIX (a maioria abandonadas dando um ar muito assustador). Chegando a uma intercepção com outra via, segui em frente até que ao longe reparei num homem de mármore de braço esticado a tentar sair da sepultura. Se o meu coração já batia depressa, imagine-se agora! Com um passo agora largo, aproximei-me do túmulo do mestre Júlio Verne. Tinha conseguido! Estava perante o meu mestre.
Sem querer pisar o seu túmulo, estiquei-me e apertando a sua mão com imensa força, disse-lhe: Obrigado!

Tirei imensas fotografias, filmei e até trouxe um pouco de "terra sagrada” junto à sepultura (devido a este bocado de terra, fui revistado no aeroporto pois pensavam que era algum traficante que transportava alguma substância perigosa, mas lá consegui passar sem problema com a minha "terra sagrada" – um episódio curioso). Durante a minha tentativa de recolha de alguma terra (muito difícil pois o terreno é muito duro) reparei no nome quase apagado de sua mulher, Honorine, que também lá se encontra sepultada. Penso que o deveriam realçar pois foi uma pessoa bastante importante na vida do escritor.
Foi realmente um momento emocionante e espero um dia voltar a repeti-lo.

Mais o meu dia ainda não tinha acabado...

Maison 'Jules Verne'


À tarde foi a vez de visitar a casa da Torre no nº2 da rua Charles Dubois.


Não será preciso dizer que cumpri o horário de abertura. Estando algum tempo no jardim exterior deparei-me com a beleza da sua casa e da torre, como também da magnífica pintura na parede traseira do museu. Esta casa tinha sofrido obras no valor de 3 milhões de euros no ano do centenário (2005) e cá de fora podia dizer que tinha valido a pena. Estava como nova.
 


A recepção, onde se encontram revistas/livros de consulta e os “souvenirs”, foi no tempo de Verne a sua cozinha. Foi aí que me apresentei como sendo um português apaixonado por Verne (mostrando a minha t-shirt feita propositadamente para esta viagem), sendo esta a principal razão da minha vinda a esta cidade.
Foi-me explicado qual o trajecto a seguir dentro da casa, passando para as minhas mãos um caderno com uma breve explicação de cada divisão. Infelizmente, não foi permitido tirar fotografias nem filmar o seu interior (depois percebi que haveria um livro à venda com fotos interiores) mas poderão acompanhar esta minha descrição com as fotos disponibilizadas no site da “Maison de Jules Verne”.


Na 1ªfoto panorâmica têm uma vista da casa e da sua torre já no interior da propriedade. Podemos ver o portão da entrada do lado direito, a porta da recepção (antes cozinha) do lado esquerdo e em frente uma vista para o jardim interior.


Agora a partir da 2ª foto, podemos ver a espectacular pintura das máquinas maravilhosas de Verne desenhada pelo francês François Schuiten e ter uma maior noção da entrada da recepção.
Já dentro de casa, começamos a nossa visita pelo hall de entrada, vendo com mais pormenor o seu jardim interior.
 

De costas para o jardim exterior podemos ver um busto de Júlio Verne e à sua esquerda a entrada para sala de jantar. Infelizmente não nos é possível visitá-la virtualmente, porém poderão lá encontrar uma mesa de jantar como também um serviço de jantar com as iniciais JV lá gravadas. Passando para a divisão seguinte, entramos na sala da música. Lá encontramos, para além do piano de Júlio Verne, quadros pintados do casal Verne como também da sua irmã Marie. Era aqui que o casal Verne dava as suas festas.

Passamos agora para outra divisão não visitada pelas fotos panorâmicas. Trata-se uma pequena sala de fumo onde Verne e os seus amigos fumavam e conversavam depois de uma belo jantar. É possível ouvir-se através de uma gravação, barulhos de homens a conversar imitando um dia movimentado em sua casa. Podemos também reparar num quadro com a foto do escritor como também as suas certidões de nascimento e casamento.
 

Saindo desta divisão, entramos, na por mim chamada, divisão do “Great Eastern”. Este foi o nome do navio, o maior da altura, onde Verne atravessou o atlântico rumo a New York e às Niagara Falls. Esta viagem feita com o seu irmão Paul, serviu de inspiração à obra “A Cidade Flutuante”. Neste quarto é-nos possível ver uma miniatura deste navio, 1ªs edições do livro acima citado como também fotos da construção do navio, presenciada por Verne, em Inglaterra.

Subindo para o 1º andar, encontramos as divisões aonde em tempos se localizavam os quartos da família Verne. Estas divisões foram transformadas na biblioteca Hetzel (editor de Jules Verne),no seu escritório de Paris e na sua sala de estar. Nesta ultima foto, podemos encontrar o sofá de Hetzel onde se sentaram alguns dos mais conhecidos escritores de toda a França, George Sand, Jules Verne, Victor Hugo, Alexandre Dumas, entre outros, e apreciar os posters dos lançamentos das obras de Verne editadas por Hetzel.


No 2ª andar, podemos visitar o interior do seu navio “Saint Michel III ancorado em Le Crotoy", onde viveu entre 1865 e 1869, sempre acompanhado com o ruído de fundo do porto de mar. No seu último ano em Crotoy, Verne começou a escreveu a sua novela “20000 Léguas Submarinas”.

Neste piso, temos finalmente a oportunidade de visitar o seu local de estudo, isto é, a sua biblioteca. Nesta divisão podemos observar os grandes mapas-mundo na sua secretária que eram utilizados nas suas pesquisas. No outro lado da sala podemos pisar um grandioso mapa onde Verne traçou o trajecto de “Robur, o Conquistador”.


Por último, devido ao seu pequeno espaço apenas podemos ver da porta o seu local de escrita. Jules escrevia desde as 5 horas até às 11 da manhã e procedia depois a uma sesta na pequena cama de ferro junto à secretária. Nesta divisão podemos ver um dos globos pertencentes a Verne como também o seu material de escrita. Mais uma vez temas a oportunidade de ouvir um barulho de fundo, sendo caso o som da caneta a escrever no papel como também o tossir do "suposto" escritor.


Subindo agora para o quarto e último piso, temos a oportunidade de vermos o sótão de sua casa. Aqui estão colocados alguns presentes recebidos, posters de filmes e teatro, fotografias antigas, jogos, marionetas, quadros, recortes de jornais (aquando da sua morte), as suas bengalas, e pendurados no tecto, os modelos das suas máquinas maravilhosas como o “Epouvante” e o “Albatroz”.
 

Depois de visitarmos o sótão, temos agora a oportunidade de descermos os quatro pisos através da torre da casa e apreciarmos, a meio da descida, um modelo do “Columbiad” (Da Terra à Lua).
A nossa visita à cidade de Júlio Verne tinha acabado. Só me restava agora guardar estas belíssimas recordações.

No dia seguinte voltaria a Beauvais afim de apanhar o meu transporte para casa. Mas que fazer na manhã do meu último dia? Sim, voltaria novamente à sua casa. Logicamente, fui reconhecido pelos seus funcionários, talvez devido ao meu entusiasmo na visita, e foi-me oferecido, desta vez, a entrada na sua casa.
Obviamente, li e reparei em objectos (fotos, quadros, medalhas, diplomas, etc) que tinham passados despercebidos na minha primeira visita, mas que, agora sem a vontade de passar rapidamente para a próxima divisão, tive o prazer de os apreciar devidamente.

Gostaria, por último, de fazer um comentário pessoal acerca desta casa-museu como da cidade de Amiens.
Começando pela casa, gostaria de dizer que esteve para além das minhas expectativas. Quando o funcionário me explicou qual o caminho a seguir, pensei que me iria acompanhar afim de não tocar, pegar seja no que for. Mas não! Tive total liberdade (sempre acompanhado pelas câmaras de segurança) de tocar nos vários objectos de Verne como as suas poltronas, piano, móveis, etc...
Porém, a casa-museu chama-se “Maison de Jules Verne” e não “Maison de Jules Verne et Bureau de Pierre-Jules Hetzel”. Não estou a dizer que não gostei de ver o seu escritório, a sala de estar e a sua biblioteca mas talvez fosse mais interessante apreciar os quartos do casal Verne e do seu filho Michel.

Falando agora da cidade, surpreendeu-me o facto de grande percentagem das pessoas que tive contacto, mostrar desconhecimento pelo facto de Júlio Verne ter vivido lá durante 34 anos e estar sepultado no cemitério da cidade. Além disso, como já referi, é pouco o cuidado nos monumentos relacionados com o escritor. É pena.
Verne em 1893 disse: "O grande desgosto da minha vida foi jamais ter sido reconhecido na literatura francesa." 114 anos depois, digo que o meu desgosto é não ver Júlio Verne a ser reconhecido em Amiens.

As fotos interiores da casa retiradas do site Amiens.fr.

quarta-feira, 30 de maio de 2007

A Volta ao Mundo em 80 Imagens

Em 1873, Jules Verne espantou os leitores com a história do seu aventureiro Phileas Fogg que empurrou os limites do possível dando "A volta ao mundo em 80 dias". Actualmente, o satélite ambiental Envisat da ESA (Europeen Space Agency) faz a mesma viagem a cada 100 minutos.

Fogg e o seu fiel empregado Jean Passepartout fazem a sua viagem na obra, em resposta a um desafio - apostou que daria a volta ao mundo em 80 dias ou menos.

Desde o seu lançamento em 2002, o Envisat tem também um desafio - fornecer eficazmente a monitoração ambiental e observações contínuas da Terra com instrumentos múltiplos, afim de aprendemos mais sobre a terra, os mares, o gelo e a atmosfera do nosso planeta.

Um novo CD-ROM multimedia do ESA, 'Around the World in 80 Images', traz estas duas viagens separadas por 13 décadas.

Projectado para o público geral, o CD-ROM interage a rota e as descrições da viagem de Fogg com algumas das imagens espectaculares fornecidas pelo satélite Envisat.

Depois de fazer a aposta em Londres, Fogg e Passepartout depressa atravessam a Europa até ao canal de Suez e deste a Bombaim. Atravessam o continente indiano por comboio e elefante e chegam à China por barco. Vão para o Japão, e partindo de Yokohama atravessam o Pacífico até São Francisco. De comboio, chegam a Nova Iorque depois de atravessarem os EUA. De lá, voltam a atravessar outro grande oceano, desta vez o Atlântico, e regressam a Londres.

Além de podermos traçar esta odisseia, o CD-ROM permite-nos escolher as suas próprias rotas através do globo, afim de observarmos lugares que Fogg não teve oportunidade de visitar como é o caso do ártico canadense, a costa de África ocidental e o maior floresta do Mundo, a Amazónia. Em alternativa, as imagens podem ser vistas por país, com informação detalhada recebida pelo Envisat.

'Around the World in 80 Images' CD-ROM tem 80 imagens de grande qualidade e pode ser pedido, sem custos, na página do Envisat - ESA.

O ESA espera responder a todos os pedidos, mas devido ao largo interesse mostrado neste artigo, avisa-se que os envios dos CD-ROM poderão sofrer atrasos.

FONTE: ESA

segunda-feira, 14 de maio de 2007

'Journey 3-D' estreia em 2008

O novo filme "Journey 3-D" baseado na obra Viagem ao centro da Terra (1864), já tem data de estreia no EUA.

Será no dia 8 de Agosto de 2008.

"A nova tecnologia digital 3-D (a três dimensões) foi lançada em Portugal com o filme animado da Disney «Os Robinsons».

Para poder apresentar esta antestreia, o multiplex Lusomundo adquiriu um projector de alta definição, cuja utilização deve ser complementada com uns óculos especiais polarizados que serão entregues à entrada da sala.

O primeiro filme de acção neste formato será "Journey 3-D"."

Sinopse: O filme, do realizador Eric Brevig, e protagonizado por Brendan Fraser, Josh Hutcherson e Anita Briem, envolve um geólogo que, ao lado do seu sobrinho, descobre mensagens escondidas num antigo texto de Júlio Verne. Os dois desconfiam que o próprio escritor conseguiu descer ao centro da Terra - e escondeu dicas no meio do livro, como um mapa. A tentativa de solucionar a mensagem acaba por levá-los a uma viagem subterrânea de mundos e criaturas nunca vistas.

quarta-feira, 9 de maio de 2007

Textos de Verne em arquivo digital

Os manuscritos dos romances, poemas, peças de teatro e outros, de Júlio Verne podem ser consultados, pela primeira vez, através de um arquivo digital, desenvolvido pela Biblioteca Municipal de Nantes.


O arquivo mostrará ao publico a técnica e a forma de escrita de Verne graças à digitalização dos seus manuscritos.

Mais de 200 páginas de manuscritos Júlio Verne, podem ser consultados gratuitamente, graças a uma iniciativa desenvolvida pela Biblioteca e pela Sociedade Júlio Verne.

O biblioteca oferece a possibilidade de consultar em profundidade os manuscritos, cujas páginas estão reproduzidas em alta definição, além de oferecer um índice explicativo sobre as alterações feitas por Verne como também sobre a técnica mais utilizada, como é o caso escrita do texto no lado esquerdo e as correcções feitas no lado direito da página.

O arquivo pode ser consultado através do endereço "Musée Jules Verne".

sábado, 28 de abril de 2007

'Jules Verne' faz escala em Cabo Verde

O navio polivalente da marinha francesa “Jules Verne” vai fazer uma escala de três dias num país de língua portuguesa, Cabo Verde, mais propriamente a no porto da cidade da Praia, proveniente do porto de Dakar, Senegal.

Esta digressão de “Jules Verne” enquadra-se numa rota de rotina que o navio francês está a fazer a diversos portos africanos.

Segundo nota de imprensa da Embaixada da França em Cabo Verde, o “Jules Verne” é um dos mais importantes navios de suporte da marinha francesa que tem como objectivo ser o suporte operacional de uma força aeronaval, dando apoio logístico e humanitário com uma produção própria de destilada e energia eléctrica. Para além de ter a capacidade de receber helicóptero em operação no mar, o navio possui consultório dentário, serviço de radiologia, blocos operatórios e uma enfermaria com 16 camas.

Assim que “Jules Verne” arpoar no Porto da Praia, o capitão do navio Alain Gaubert concede uma conferência de imprensa para explicar a missão principal do navio polivalente.

Já agora aproveito para mostrar um salvamento de 12 pessoas feito pelo MS Jules Verne:

alt : http://www.youtube.com/v/gl9v0L4P1V8

Mais informações sobre o "Jules Verne".

domingo, 18 de março de 2007

Museu Jules Verne (Amiens)

Depois de o museu Jules Verne em Nantes permitir a sua visita virtual, chegou agora a vez da visita à sua antiga casa em Amiens onde viveu desde 1882 até 1900.

Com o objectivo de a proporcionar num local mágico, a casa Jules Verne foi fechada para restauração pelo Amiens Metropole sob a direcção artística de François Schuiten em 2005.

A fim de comemorar o primeiro aniversário desta re-abertura, é-nos possivel agora fazer uma visita virtualmente.

Nesta visita, poderá ver muitas coisas interessantes como a biblioteca onde Verne possuía as suas obras e mapas, um busto em sua homenagem ou contemplar-se com a vista para o jardim de sua casa.

No site do Museu também poderá ver a réplica do escritório de Hetzel em Paris, como também a sua sala de estar e biblioteca.

Nas visitas aos museus utilize as telas "Shift" e "Ctrl" para Zoom In e Zoom Out, respectivamente.

Vejam mais fotos da sua casa em Amiens.

Links para os Museus Jules Verne em Nantes e Amiens:
www.jverneportugal.no.sapo.pt/Diversao.htm

quinta-feira, 8 de março de 2007

Júlio Verne - Da Ciência ao Imaginário

No ano em que se comemoraram os cem anos sobre a morte do autor (2005), o Círculo de Leitores editou uma obra exclusiva com prefácio de Michel Serres, da Academia Francesa, e profusamente ilustrada.

Porém, só agora, dois anos depois da sua edição, é possível comprar esta fantástica edição sem que seja necessário atingir o requisito de 190 pontos em compras na editora.

A vida e obra de um dos mais fascinantes escritores de todos os tempos. Traduzido em mais de cem línguas, com uma legião de fãs que leram os seus títulos como se de relatos verdadeiros se tratassem, as aventuras e viagens de Júlio Verne marcam gerações de leitores. Descendo às profundezas do mar, viajando por terras desconhecidas, explorando a lua e lugares intocados pelo homem, a obra de Verne alia ficção e ciência. No ano em que se comemora o centenário sobre a sua morte, o Circulo de Leitores editou Júlio Verne – Da Ciência ao Imaginário.

Júlio Verne – Da Ciência ao Imaginário é por si uma proposta de viagem. A vida e obra do autor revelam-se afinal uma magnífica aventura através das contradições de uma época de descobertas e dúvidas, ao mesmo tempo que revela a personalidade e turbulenta vida de um dos grandes vultos da literatura mundial."
Aproveitem!

Contribua com a sua opinião acerca desta obra!

domingo, 4 de março de 2007

Descoberto Oceano no interior da Terra

Em "Viagem ao Centro da Terra", as personagens Prof. Otto, Axel e Hans Bjelke descobrem um oceano no interior da Terra!

Mais uma vez Júlio Verne tinha razão...

"Uma gigantesca bolha de água do tamanho do oceano Ártico foi descoberta próxima a parte leste da Ásia. Segundo pesquisadores norte-americanos, trata-se de uma espécie de oceano no interior da Terra. A revelação foi feita durante estudo de ondas sísmicas que afectam a região após terremotos em localidades próximas.

Esse "oceano", no entanto, não poderá ser explorado por submarinos. A sua água está trancada a até 1.400 km debaixo da superfície.

Segundo os cientistas, o facto mais curioso é que a essa profundidade o "oceano" enterrado já deveria ter se transformado em gás e sido liberado num processo semelhante ao vulcânico. No entanto, a absorção de boa parte da água pelas pedras --espécies de esponjas-- faz com que o líquido não seja imediatamente vaporizado."

Fonte: PlanetaMundo