Em Novembro de 1950, no escurinho do cinema (parafraseando a cantora brasileira Rita Lee), Lisboa continuava "empolgada" pela terceira semana consecutiva. O culpado de tamanho arroubo cinéfilo? Strogoff. Miguel Strogoff.
Em Novembro de 1950, no escurinho do cinema (parafraseando a cantora brasileira Rita Lee), Lisboa continuava "empolgada" pela terceira semana consecutiva. O culpado de tamanho arroubo cinéfilo? Strogoff. Miguel Strogoff.
Se Jules Verne é o segundo autor mais traduzido no mundo, somente atrás de Agatha Christie (dados do Index Translationum da UNESCO), em termos de adaptações ao cinema também ocupa também uma posição invejável: é o quarto autor mais adaptado à sétima arte, ficando apenas atrás de Shakespeare, Charles Dickens e Arthur Conan Doyle.
Ainda no seu tempo de vida, com a arte cinematográfica a dar os seus primeiros passos, Verne viu algumas das obras suas serem adaptadas, de forma directa ou indirecta, ao grande ecrã. A título de exemplo, Ferdinand Zecca (1864-1947) adaptou Os Filhos do Capitão Grant em 1901 e o incontornável George Méliès (1861-1938) inspirou-se em Verne para várias das suas produções: Voyage dans la lune (1902) ou Le voyage a travers l' impossible (1904). Estas são apenas algumas de uma extensa lista.
Em Portugal, Verne também passava nos cinemas e, felizmente, não só nos grandes centros urbanos como se pode ver abaixo.