quinta-feira, 8 de março de 2007

Júlio Verne - Da Ciência ao Imaginário

No ano em que se comemoraram os cem anos sobre a morte do autor (2005), o Círculo de Leitores editou uma obra exclusiva com prefácio de Michel Serres, da Academia Francesa, e profusamente ilustrada.

Porém, só agora, dois anos depois da sua edição, é possível comprar esta fantástica edição sem que seja necessário atingir o requisito de 190 pontos em compras na editora.

A vida e obra de um dos mais fascinantes escritores de todos os tempos. Traduzido em mais de cem línguas, com uma legião de fãs que leram os seus títulos como se de relatos verdadeiros se tratassem, as aventuras e viagens de Júlio Verne marcam gerações de leitores. Descendo às profundezas do mar, viajando por terras desconhecidas, explorando a lua e lugares intocados pelo homem, a obra de Verne alia ficção e ciência. No ano em que se comemora o centenário sobre a sua morte, o Circulo de Leitores editou Júlio Verne – Da Ciência ao Imaginário.

Júlio Verne – Da Ciência ao Imaginário é por si uma proposta de viagem. A vida e obra do autor revelam-se afinal uma magnífica aventura através das contradições de uma época de descobertas e dúvidas, ao mesmo tempo que revela a personalidade e turbulenta vida de um dos grandes vultos da literatura mundial."
Aproveitem!

Contribua com a sua opinião acerca desta obra!

domingo, 4 de março de 2007

Descoberto Oceano no interior da Terra

Em "Viagem ao Centro da Terra", as personagens Prof. Otto, Axel e Hans Bjelke descobrem um oceano no interior da Terra!

Mais uma vez Júlio Verne tinha razão...

"Uma gigantesca bolha de água do tamanho do oceano Ártico foi descoberta próxima a parte leste da Ásia. Segundo pesquisadores norte-americanos, trata-se de uma espécie de oceano no interior da Terra. A revelação foi feita durante estudo de ondas sísmicas que afectam a região após terremotos em localidades próximas.

Esse "oceano", no entanto, não poderá ser explorado por submarinos. A sua água está trancada a até 1.400 km debaixo da superfície.

Segundo os cientistas, o facto mais curioso é que a essa profundidade o "oceano" enterrado já deveria ter se transformado em gás e sido liberado num processo semelhante ao vulcânico. No entanto, a absorção de boa parte da água pelas pedras --espécies de esponjas-- faz com que o líquido não seja imediatamente vaporizado."

Fonte: PlanetaMundo

terça-feira, 27 de fevereiro de 2007

Afinal Verne sempre tinha razão...

Parece que Júlio Verne sempre tinha razão quando na sua obra "20000 Léguas Submarinas", mostrou o Nautilus a ser atacado por uma lula gigante.


Pescadores neozelandeses podem ter capturado a maior «lula colossal» já vista, com peso aproximado de 450 quilos e anéis do tamanho de pneus.

O molusco adulto, da espécie «Mesonychoteuthis hamiltoni» («lula colossal» é o nome popular) foi apanhado em águas profundas, já na região da Antárctida, disse o ministro neozelandês da Pesca, Jim Anderton.

Ele media 10m e, segundo os pescadores, tinha olhos do tamanho de um "prato de jantar".

A espécie foi descoberta em 1925, quando dois tentáculos foram encontrados no estômago de uma baleia cachalote, mas apenas em 2003 um animal completo foi capturado.

Ela tem o mesmo comprimento da conhecida "lula gigante", identificada desde 1857, mas pesa o triplo e vive apenas na região Antártica, entre mil e 2,5 mil metros de profundidade.

«Olhei também e não pude conter um movimento de repulsa. Ante meus olhos agitava-se um horrível monstro, digno de figurar nas lendas teratológicas.
Era um polvo de dimensões gigantescas. Teria cerca de oito metros de comprimento e caminhava recuando com incrível velocidade, em direção ao navio, cravando nele os grandes olhos de matiz esverdeado. Seus oito braços, ou melhor, seus oito pés, saindo da cabeça, o que faz com que esses animais sejam chamados cefalópodes, tinham o dobro do tamanho de seu corpo e se agitavam como a cabeleira das Fúrias. Podia-se ver bem as duzentas e cinqüenta ventosas espalhadas na parte interna dos tentáculos, em forma de cápsulas esféricas. Às vezes, tais ventosas se prendiam ao vidro da janela produzindo vácuo. A boca do animal, uma espécie de apêndice córneo parecido com o bico de um papagaio, abria-se e fechava-se verticalmente. A língua, que também era córnea, e com várias fileiras de dentes pontiagudos, saía vibrando como um verdadeiro alicate. Que capricho da natureza! Dar um bico a um molusco! Seu corpo fusiforme e maior em sua parte média formava uma massa de carne, cujo peso deveria ser de vinte a vinte e cinco mil quilos. A sua cor variava muito depressa, segundo o estado de irritação do monstro, indo do cinzento-claro até o marrom-avermelhado.
O que irritara o molusco? Talvez a presença do Nautilus, maior do que ele, e contra o qual de nada valiam seus tentáculos nem suas mandíbulas. Entretanto, a natureza concedeu muita vitalidade a esses polvos gigantes, dotando-lhes de três corações!
De repente, o submarino se deteve. Uma forte batida fê-lo trepidar.»

Júlio Verne, Vinte Mil Léguas Submarinas (excerto)

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007

Obrigado Revista 'Os Meus Livros'

Gostaria de agradecer publicamente à revista "Os Meus Livros" a colocação de um texto na revista do mês de Fevereiro, onde sugerem a visita ao site Júlio Verne Portugal.

Passo a citar: "Um site construído por um admirador, com vasta informação biográfica e bibliográfica, uma entrevista rara, curiosidades sobre a sua visita a Portugal, ilustrações das suas obras e invenções. Encontra também fotos das exposições e jantares que decorreram em Portugal nas comemorações do centenário da morte do autor."

Mais uma vez obrigado pela magnífica referência ao site Júlio Verne Portugal.

É de lembrar que a revista OML do mês de Abril de 2005 trouxe um belíssimo artigo e capa dedicada a Júlio Verne: "Ficção Científica - Um século depois de Jules Verne".

Poderão adquirir os dois números da revista no site OML.

sábado, 13 de janeiro de 2007

Museu Jules Verne (Nantes)

Gostaria de partilhar com vocês, fãs vernianos, a visita à antiga casa de Verne em Nantes, agora Museu Jules Verne.



Inaugurado em 1978, à ocasião do 150º aniversário de nascimento Jules Verne, e renovado em 2005, devido às comemorações do centenário da sua morte, o Museu de Jules Verne em Nantes oferece um percurso museogeográfico acessível ao público de todas as idades.
No seu interior verá muitas coisas interessantes como a secretária onde Verne escreveu algumas das suas obras, uma estátua em sua homenagem ou contemplar-se com a vista para o mar do seu quarto.
Neste museu virtual também poderá ver os manuscritos, de algumas obras, escritos por Júlio Verne.

Links para o Museu Jules Verne:

www.jverneportugal.no.sapo.pt/Diversao.htm

Na visita ao museu utilize as telas "Shift" e "Ctrl" para Zoom In e Zoom Out, respectivamente.

Fiquem com um vídeo do seu interior narrado em castelhano:

domingo, 26 de novembro de 2006

Crítica 'Da Terra à Lua (1865)'

Júlio Verne é, sem dúvida, um dos maiores nomes da literatura mundial do século XIX, sendo suas principais obras permanentemente relançadas em novas edições, em diversos idiomas e países. Segundo a crítica, o estilo de Júlio Verne conseguiu associar a literatura fantástica do Romantismo de segunda geração (Byron, Poe), mas com muito menos morbidez, com o cientificismo da literatura Real-Naturalista (em português, representada por Aluízio de Azevedo e Eça de Queirós). Dessa fusão entre dois estilos aparentemente antagônicos, Verne iniciou a literatura denominada "Ficção Científica", que explora a narração de temáticas fantásticas, criativas e, principalmente, não-convencionais do ponto de vista da sociedade, sob uma forte fundamentação das leis científicas conhecidas na sua época.

Todavia, se Júlio Verne produziu obras-primas como "Viagem ao Centro da Terra" e "A Volta ao Mundo em 80 Dias", certamente não se pode dizer o mesmo de "Da Terra à Lua". Aqui, a fundamentação científica da narrativa é demasiadamente predominante, rompendo o equilíbrio entre "Fantástico" e "Científico" que deu ao autor toda a sua fama mundial e o seu lugar de honra na história da literatura de ficção. A quase ausência de acção, assim como a extrema irrealidade do enredo (uma sociedade privada de ex-combatentes da Guerra Civil Americana resolve construir um mega-canhão para dar um tiro na Lua, por iniciativa unilateral e arrecadação de recursos próprios, e um intelectual meio louco francês pede para ir junto com o projéctil), acaba por tornar o livro um tanto monótono, o que o diferencia muito dos demais textos do autor.

Chamam a atenção no livro a analogia a teorias da época que hoje não seriam aceitas como "científicas", já que se voltam muito mais para a filosofia e a metafísica do que para a observação empírica da natureza e da realidade, e são essas teorias que dão um fundamento lógico para a empreitada dos personagens. Por exemplo, vemos, citado pelo próprio personagem principal Miguel Ardan, o princípio na inexistência de não-utilidade. Segundo essa curiosa teoria metafísica, nada no Universo é inútil, não há desperdícios naturais. Portanto, a vida não pode ser desperdiçada no Universo, o que faria com que todos os astros tenham condições ideais para a vida humana. Obviamente, sob a luz da ciência contemporânea, tais princípios são quase piadas, e praticamente toda a engenharia realizada pelos personagens seria fracassada.

Contudo, é inegável o mérito de Júlio Verne de ter imaginado a possibilidade de o homem chegar à Lua, e até ter proposto um meio para alcançar esse objectivo, a cerca de 100 anos antes de o homem ter conseguido de fato chegar lá.

Crítica escrita por Ricardo Agostini, autor do blog Essa Metamorfose, e cedida gentilmente para o blog JVernePt.

Se pretender comentar esta crítica faça-o aqui. Caso pretenda comentar a obra use a secção correspondente. Qualquer pessoa pode escrever uma crítica para qualquer obra. Para isso leia o tópico 'Críticas das obras'.

sábado, 18 de novembro de 2006

Selos e moedas comemorativas

Afim de comemorar o centenário da morte de Júlio Verne, foi lançado em Portugal, selos e moedas comemorativas.


Os selos comemorativos, foram lançados em França no dia 30 de Maio de 2005. Porém, poderão ser encontrados em qualquer loja de filatelia em Portugal.
Fazem parte do pack "Jules Verne - Les Voyages Extraordinaires", 6 selos com as seguintes designações: "Cinq Semaines dans un Ballon" , "De la Terre à la Lune", "Voyage au centre de la Terre", "Michel Strogoff", "Le tour du monde en quatre-vingts jours" e "Vingt mille lieues sous les mers".
As moedas comemorativas foram lançadas em França em 2005 e inícios de 2006, porém, algumas delas poderão ser adquiridas em Portugal. As seis moedas lançadas poderão ser adquiridas em prata com um valor facial de e 1,5€ e 20€ como também em ouro com um valor facial de 20€.
As seis moedas lançadas foram : "Cinq Semaines dans un Ballon" , "De la Terre à la Lune", "Voyage au centre de la Terre", "Michel Strogoff", "Le tour du monde en quatre-vingts jours" e "Vingt mille lieues sous les mers".
Mais informações em: JVerne Portugal.

terça-feira, 29 de agosto de 2006

"A Ilha Misteriosa" em DVD

É com prazer que anuncio o lançamento da última aventura em DVD, baseada na obra de Jules Verne "A Ilha Misteriosa".

Sinopse: Em fuga de uma prisão confederada a bordo de um balão insuflável, cinco condenados sobreviventes aterram numa ilha não identificada no meio do Oceano Pacífico. Longe de ser um santuário, a ilha é um berço de monstros carnívoros, piratas sanguinolentos e do "génio do mal" - Capitão Nemo - que ocupa a ilha misteriosa para daí começar os seus projectos...

Realizado por Russell Mulcahy esta fantástica aventura é um filme a não perder...

terça-feira, 16 de maio de 2006

Josh Hutcherson entrará na nova Viagem ao centro da Terra

Cada vez mais actuante, o actor Josh Hutcherson emplacou mais um papel num filme de fantasia. Ele participará em Journey 3D, nova versão cinematográfica do clássico de ficção científica de Júlio Verne (1828-1905) Viagem ao centro da Terra.


O roteirista D.V. DeVincentis escreveu o roteiro, mais voltado para o público infanto-juvenil. Brendan Fraser será um geologo que, ao lado de seu sobrinho (Hutcherson), descobre mensagens escondidas num antigo texto de Verne. Os dois desconfiam que o próprio escritor conseguiu descer ao centro da Terra - e escondeu dicas no meio do livro, como um mapa. A tentativa de solucionar a mensagem acaba por levá-los a uma viagem subterrânea de mundos e criaturas nunca vistas.

O filme, produzido pela New Line Cinema e pela Walden Media, será dirigido pelo estreante Eric Brevig, vencedor de um Oscar por efeitos visuais de O vingador do futuro (1990). O elenco actuará diante de um fundo totalmente digitalizado. Fraser é também produtor-executivo. As filmagens começam em 10 de Junho, em Montreal, no Canadá.

Fonte: Omelete

quarta-feira, 10 de maio de 2006

Cristóvão Colombo (-, 1879)



Esta obra foi recentemente lançada em Portugal com o objectivo de comemorar o ainda centenário da morte do autor.
A obra mostra um outro Júlio Verne, o estudioso, o pesquisador, apaixonado por história e pelos seus heróis de verdade.
Tudo indica que este estudo fosse particular, não para serem publicados na época. Recentemente descobertos, colocou-se a dúvida se teria sido escrito por Júlio ou pelo seu filho Michel, mas ao lermos podemos perceber que o estilo e forma são de Júlio, sendo o Michel muito incompetente para tê-lo escrito.
A verdade é que quase todos os anos se descobre um texto perdido de Verne, uma peça de teatro, uma poesia...

Deixe a sua opinião acerca desta obra.