quarta-feira, 11 de julho de 2012

'Around the World... ' - Itália (Veneza, Pisa, Florença e Roma) e Vaticano

Desde 2008, aquando da sua volta ao Mundo em pouco mais de 80 dias, que o nosso livro tem visitado outros países e locais que não entraram no trajeto dessa sua viagem.

Desta vez, chegou a oportunidade do livro visitar Itália, onde visitou belas cidades como Veneza, Pisa, Florença, San Gimignamo, Siena, Assis e Roma, como também o menor estado do Mundo, a Cidade do Vaticano.

Veneza, classificada como Património da Humanidade pela UNESCO, é a cidade das gôndulas, dos canais e do amor, com um passado e um espólio riquíssimos. Dos muitos monumentos e locais turísticos existentes nesta pérola do Adriático, destacam-se a imponente Basílica de São Marcos, na adjacente Praça de São Marcos, e a famosa Ponte de Rialto sobre o Grande Canal, construída em 1588, de onde foi tirada a seguinte foto:


A Praça de São Marcos é a única praça de Veneza, e o seu principal destino turístico, com permanente abundância de fotógrafos, turistas e pombos. O espaço aberto está dominada pelo Basílica de São Marcos, o Palácio Ducal de Veneza e o Campanário da Basílica que se ergue a um lado da praça.

A Basílica de São Marcos é a mais famosa das igrejas da cidade e combina os estilos arquiteturais e decorativos do Ocidente e Oriente, sendo um dos mais belos edifícios da Europa.


Ao lado, está o Campanário de São Marcos com 98,6 m de altura. Este, de cuja construção inicial do século IX nada resta hoje, tem a forma atual desde 1514. A torre que se observa hoje é uma reconstrução terminada em 1912 depois do colapso ocorrido em 1902 devido a um sismo.


O Palácio Ducal, também conhecido como Palácio dos Doges, é um símbolo da cidade e uma obra-prima do gótico veneziano. O palácio atual foi construído entre 1309 e 1424 e foi a antiga sede do Doge de Veneza (dirigente máximo da República de Veneza) como também o Palácio da Justiça. Numa das suas celas esteve prisioneiro Casanova, escritor e aventureiro italiano, que fugiu em 1755 através de um buraco no telhado.


Do lado esquerdo na Praça de São Marcos, mesmo ao lado da Basílica, situa-se a famosa Torre do Relógio. O relógio é um belo e fantástico monumento localizado por cima da porta de entrada. O aparelho mecânico indica as estações do ano, as horas e as fases da Lua, sendo que predominam as cores azul e dourado. No topo da torre encontra-se o símbolo da cidade, o leão alado. As horas são dadas por duas grandes estátuas de bronze, que indicam as horas batendo no sino entre eles.


Saindo de Veneza e chegando a Pisa, na célebre Piazza dei Miracoli ou Campo dos Milagres, declarada Património da Humanidade, encontram-se os monumentos mais importantes da cidade como a Catedral, o Baptistério e a célebre Torre Sineira (Campanile) que, iniciada em 1173 num subsolo arenoso, começou a inclinar antes do terceiro piso estar terminado:


A Catedral de Pisa é dedicada à Virgem Maria e foi finalizada em 1118. Em 1595 a catedral incendiou, sendo em seguida restaurada e reformada, recebendo portas de bronze, criadas pela oficina de Giambologna.

Entre as obras medievais que sobreviveram ao incêndio estão: o grande mosaico no interior da cúpula da abside, figurando o Cristo Pantocrator entre a Virgem e São João Evangelista, e um notável púlpito gótico de Giovanni Pisano:



O Batistério, dedicado a São João Batista, é coberto por uma cúpula, com 54,86 m de altura e uma circunferência de 107,24m, sendo a maior construção em seu gênero em toda a Itália.


O seu interior é quase desprovido de ornamentos, salvo uma fonte octogonal, que possui uma estátua de São João Batista. A acústica do local é especialmente curiosa, gerando ecos que se prolongam por vários segundos.


O nosso livro ainda passou por Florença, considerada o berço do Renascimento italiano e uma das cidades mais belas do mundo.

Escritores como Dante, Petrarca e Maquiavel contribuíram para a sua herança literária e as pinturas e esculturas de artistas como Botticelli, Miguel Ângelo e Donatello elevam a cidade a uma das maiores capitais artísticas do Mundo.

A Piazza della Signoria é o coração da vida social da cidade com a sede do poder civil no Palácio Vecchio.


Na praça encontram-se a Fonte de Neptuno cuja figura, feita em mármore, era uma alusão ao domínio marítimo de Florença; a mais reverenciada escultura de Cellini em bronze de Perseu segurando a cabeça da Medusa que, na mitologia grega, era um monstro que quem olhasse diretamente para ela era transformado em pedra; as Estátuas de Donatello, cujas cópias substituíram as originais devido ao seu alto valor, e que inspirava os governantes das cidades que chegavam até ao Palácio Vecchio.




Encontra-se ao sul da praça, a Catedral Santa Maria del Fiore. Notabilizada pela sua monumental cúpula e pelo Campanário, de Giotto, é uma das obras da arte gótica e da primeira renascença italiana, registo da riqueza e do poder da capital da Toscana nos séculos XIII e XIV. O seu nome (cuja tradução é Santa Maria da Flor) parece referir-se ao lilium, símbolo de Florença, mas um documento do Século XV, por outro lado, informa que “flor” refere-se a Cristo.



A poucas dezenas de metros, a Ponte Vecchio, uma ponte em arco medieval sobre o Rio Arno, muito famosa por ter tido uma quantidade de lojas (principalmente ourivesarias e joalharias) ao longo de todo o tabuleiro, sempre com a autorização da autoridade municipal de então. Diz-se que a palavra bancarrota teve ali origem. Quando um mercador não conseguia pagar as dívidas, a mesa (banco) era quebrada (rotto) pelos soldados. Essa prática era chamada bancorotto.


Durante a Segunda Guerra Mundial, a ponte não foi danificada pelos alemães. Acredita-se que tenha sido uma ordem direta de Hitler.

O nosso livro ainda passou por San Gimignamo, muita famosa principalmente pela sua arquitetura medieval especialmente as suas torres que indicavam quais as famílias mais endinheiradas da cidade. O centro histórico é Património da Humanidade pela UNESCO.

Em baixo, uma foto com vista especial para a torre mais alta da cidade:


A sua penúltima paragem antes do seu destino final fez-se em Siena, uma cidade toscana medieval universalmente conhecida pelo seu património artístico e pela notável unidade estilística do seu centro histórico, também classificado pela UNESCO como Património da Humanidade.

Aqui, uma vista da Basílica de San Domenico, onde se encontra a cabeça da padroeira da cidade, Santa Catarina.


A praça principal, em forma de meia-lua, é a Piazza del Campo, e é onde se encontra o Palácio Pubblico (câmara municipal ou prefeitura, século XIV), com a famosa Torre del Mangia.


A Catedral de Siena, construída entre 1215 e 1263, é uma das mais espetaculares de Itália juntamente com a sua torre de sinos.


O exterior e o interior são feitos de mármore preto e branco, as cores simbólicas de Siena, derivadas dos lendários cavalos dos fundadores da cidade, Senius e Aschius.



Dentro, encontra-se também a Biblioteca Piccolomini que contém preciosas iluminuras e afrescos, provavelmente baseados em projetos de Rafael. O efeito visual dos afrescos, que contam a história do Cardeal Enea Silvio Piccolomini, que se tornou o Papa Pio II, é impressionante. No meio está uma famosa estátua chamada A Três Graças, provavelmente uma cópia romana da estátua grega original.


O livro ainda passou por Assis, outra cidade medieval. É famosa por ter sido o local de nascimento de São Francisco de Assis, que lá fundou a Ordem dos Franciscanos em 1208, e de Santa Clara de Assis, fundadora da Ordem das Clarissas.


A Basílica de São Francisco de Assis, onde o santo se encontra sepultado, é um edifício classificado pela UNESCO como Património Mundial.


Conhecida internacionalmente como A Cidade Eterna pela sua história milenar, Roma, a capital de Itália, espalha-se pelas margens do rio Tibre, compreendendo o seu centro histórico com as suas sete colinas. Segundo o mito romano, a cidade foi fundada por volta do ano 753 a.C. por Rómulo e Remo, dois irmãos criados por uma loba, que são atualmente símbolos da cidade.

A Basílica de São João de Latrão, localizada na praça de mesmo nome em Roma, é a Catedral do Bispo de Roma: o Papa. É considerada a "mãe" de todas as igrejas do mundo.

Como catedral da Diocese de Roma, contém o trono papal, o que a coloca acima de todas as igrejas do mundo, inclusive da Basílica de São Pedro.


Facilmente visível da maior parte de Roma, devido à sua grandeza e cor chamando muito à atenção no meio dos edifícios marrons que o rodeiam, é o Monumento Nazionale a Vittorio Emanuele II em honra a Vítor Emanuel II da Itália, primeiro rei da Itália unificada e considerado o pai da pátria italiana.



O monumento é controverso desde sua construção pois significou destruir uma grande área do Monte Capitolino, a qual guardava vestígios medievais no local. A construção em si é frequentemente considerada pomposa e demasiado grande. Devido a esses factos, os estrangeiros por vezes referem-se a este monumento como "bolo de casamento", e os romanos apelidaram-no de "máquina de escrever".

Como curiosidade, o monumento apareceu no filme The Core (Pt: Detonação, Br: O Núcleo), de 2003, desabando devido a raios de luz.

No Monumento a Victor Manuel II encontra-se também a tumba ao soldado desconhecido construída após Segunda Guerra Mundial.


A mais famosa praça da Roma barroca encontra-se no local do antigo Estádio de Domiciano. No entanto, a verdadeira atração turística da praça são as suas fontes, entre elas, a Fonte do Mouro que aqui podemos ver.


A cena representa um muçulmano, ou africano, em pé sobre uma concha, lutando com um golfinho e cercado por quatro tritões. É colocado num banho de mármore rosa.
Também como curiosidade, a praça aparece na obra Anjos e Demónios de Dan Brown como também no filme de Ron Howard.

Se não é a mais bela, é certamente a mais célebre fonte de Roma. A sua magnífica concepção, a disposição cenográfica do conjunto, a sóbria e grandiosa beleza dos mármores esculpidos, transformam a Fonte de Trevi numa verdadeira obra-prima tanto escultórica como arquitectónica.


O Vaticano ou Cidade do Vaticano, é a sede da Igreja Católica e uma cidade-estado soberana cujo território consiste de um enclave murado dentro da cidade de Roma. É o menor Estado do mundo, tanto por população quanto por área.

Quase todos os visitantes que chegam ao Estado do Vaticano visitam primeiro a Praça de São Pedro, uma das melhores criações de Bernini, que o romancista francês Stendhal chamou "a arte da perfeição".

Aqui, o Papa celebra Missa Pontifícia nas maiores festas da Igreja. 140 estátuas - santos e mártires, papas e fundadores de ordens religiosas - saúdam os peregrinos da balaustrada das colunas.


Em plena praça há dois marcos no chão denominados Centro del Colonnato (o centro da colunata), um na ala direita e outro na esquerda.


O que é isto significa? Se estivermos noutro qualquer outro ponto da praça, e olhamos em direção à colunata, vemos várias colunas, formando a colunata, umas na frente, outras atrás. No entanto, se nos colocamos exatamente sobre o Centro del Colonnato e olhamos para a ala da colunata correspondente, a visão se transfigura e temos somente vemos uma fileira de colunas fazendo com que a perspectiva e a geometria sejam os responsáveis por este “milagre”, fazendo desaparecer as demais colunas diante dos nossos olhos!


A Basílica de São Pedro é a maior igreja do cristianismo e um dos locais cristãos mais visitados do Mundo.

Na primeira capela da alameda do lado direito, encontra-se a Pieta (em português Piedade) de Michelangelo, uma das mais famosas esculturas feitas pelo artista. Representa Jesus morto nos braços da Virgem Maria.


Debaixo do altar conservam-se, desde 2 de maio de 2011, e com a inscrição «BEATVS IOANNES PAVLVS PP. II» sob uma mesa de mármore, os restos do Santo Papa João Paulo II.


Na nave principal da Basílica encontra-se o Baldaquino com quase 30 metros. Trata-se de um altar papal sobre o túmulo do Apóstolo São Pedro, recordando as palavras de Jesus Cristo: "Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei minha Igreja".


Rumo ao exterior, o livro ainda passou pelos riquíssimos corredores da Basílica e outros locais que também merecem destaque:




Depois de Cristo Redentor, o nosso livro visita mais uma Maravilha do Mundo Moderno, o Coliseu de Roma.

Para quem não conhece, o Coliseu é um anfiteatro de 48 metros construído no período da Roma Antiga que originalmente era capaz de abrigar perto de 50 000 pessoas.


O Coliseu era usado para variados espetáculos como combates de gladiadores, lutas de animais, execuções, batalhas navais, caçadas e outros divertimentos numa escala sem precedentes.


E assim termina mais uma viagem do nosso livro!
Até breve!

domingo, 8 de julho de 2012

80 noites à volta do Mundo

O Sofitel lança pelo segundo ano consecutivo a promoção “A volta ao mundo com Sofitel: 80 Noites Magnifique”, inspirada na obra “A volta ao mundo em 80 dias”, de Jules Verne, onde oferece 80 noites em hotéis da rede, divididas entre oito ganhadores. O grande vencedor receberá 31 estadias em quarto duplo e dois voos ao redor do mundo.

Para concorrer é preciso fazer a inscrição no site e participar de um jogo, onde é possível conhecer os 120 endereços de unidades Sofitel em 40 países diferentes por meio de um mapa mundi. A página possibilita a criação de um diário de viagem virtual com oito destinos.

Para facilitar a seleção, o internauta terá como inscrição um cartão postal online com seus pontos escolhidos. Para aumentar as chances de ganhar, é preciso se tornar fã da marca no Facebook e compartilhar os cartões na rede social. O sorteio será realizado no fim de agosto.

sábado, 7 de julho de 2012

"Viagem 2: A Ilha Misteriosa" em DVD e Blu-Ray

Depois de já se encontrar à venda no Brasil, é lançado finalmente em Portugal o DVD e Blu-ray de Viagem ao Centro da Terra 2: A Ilha Misteriosa.


A versão em DVD contará apenas com 1 disco onde se incluirão apenas dois extras: Gags (enganos nas filmagens) e Cenas Eliminadas.

A versão em Blu-ray virá com um disco extra do filme em 3D (é necessário TV e leitor Blu-ray 3D). Além disso, esta versão virá com um novo extra, um mapa interativo intitulado És Forte o Suficiente para Sobreviver à Ilha Misteriosa?.

Estarão disponíveis a partir do dia 11 do corrente mês a um preço de 19,99€ (DVD) e 34.99€ (Blu-ray).

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Augusto Cury encara o Holocausto com J. Verne

O psiquiatra e escritor best-seller brasileiro Augusto Cury disseca os horrores da Segunda Guerra Mundial e, por meio de uma ficção histórica, apresenta uma análise profunda da mente humana. Em 'O colecionador de lágrimas – Holocausto Nunca Mais' (Editora Planeta, 376 pp., R$ 36,90), que chega às livrarias do país neste mês de junho, Cury se supera com uma história viva sobre a grande História.

O protagonista da trama é Júlio Verne, um professor universitário especialista em Segunda Guerra Mundial e no nazismo, começa a ter pesadelos arrebatadores seguidos de uma insônia implacável.

Nesses sonhos, Verne sente como se acompanhasse de perto as atrocidades ocorridas durante a ascensão de Adolf Hitler ao poder, na Europa das décadas de 1930 e 1940. E, apesar de ser judeu, em seus sonhos não só ele, mas toda a sociedade alemã, são vítimas dos horrores do nazismo.

segunda-feira, 11 de junho de 2012

J. Verne volta a estar na moda

Uma viagem fantástica repleta de ricos detalhes foi o ponto de partida para a criação da coleção de verão 2013 da Têca, grife de Helô Rocha. A viagem inspiradora em questão é a da história de Júlio Verne: “A Volta ao Mundo em 80 dias”.

De acordo com a Harper’s Bazaar, as referências desse tema vêm em estampas que contêm bússolas, relógios e outros elementos do livro, que aparecem em modelagens comportadas com um toque sexy. Na cartela de cores, tons pastel em amarelo e verde-água, além do laranja e do preto. A Têca desfila no último dia do SPFW (16/06) às 15h30 (Brasil).


Fonte: Todaela.uol.com.br

quinta-feira, 7 de junho de 2012

Morreu um filho de Verne


Morreu o último dos gigantes. 

Depois de Robert A. Heinlein, Isaac Asimov e Arthur C. Clarke, o último dos Quatro Fantásticos  do século XX nos deixou. 

Raymond Douglas Bradbury se definia como "filho de Jules Verne e Mary Shelley, sobrinho de Edgar Allan Poe, primo de H.G.Wells e irmão de Flash Gordon e Buck Rogers". Muitos puristas da sci-fi torciam o nariz para sua "veia poética", sua literatura de denúncia, sua preocupação humanista, seu pouco rigor científico. Mas era o que eu mais gostava nele
. Em As Crônicas Marcianas  ele criticou duramente a exploração de um povo sobre o outro (as naves espaciais terranas, invasoras do até então intocado paraíso marciano, eram "nuvens de gafanhotos prateados", que lindo), o racismo e o preconceito, o perigo da colonização (os marcianos morreram dizimados por uma doença infecciosa - lembra alguma coisa? Astecas, maias, incas?). Em Fahrenheit 451, um governo autoritário proibia os livros, as relações interpessoais, a vida inteligente. 

Apesar desse "hermetismo", e ao mesmo tempo, Ray Bradbury conseguiu ser um dos mais populares dos "gigantes" porque escreveu para TV (I Sing the Body Electric foi escolhida por Rod Serling para celebrar o centésimo episódio da mítica The Twilight Zone ), quadrinhos (claro, a EC Comics, de Bill Gaines) e cinema - sabiam que é dele o roteiro do über clássico Moby Dick  dirigido por John Huston, em 1956 com Gregory Peck? Por essas e (muitas) outras, o velho dizia: "Não sou uma pessoa séria e não gosto de pessoas sérias. Não me vejo como um filósofo ou algo assim. Filósofos são terrivelmente chatos. Meu objetivo é divertir, entreter a mim e a meus leitores". 
 
Estou relendo As Crônicas Marcianas  nesse fim de semana, em homenagem ao velho Bradbury. Ele alcançou seu objetivo.

Abraços a todos.

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