quinta-feira, 17 de março de 2011

Radionovela científica com J. Verne

A Rádio UFSCar, emissora vinculada à Universidade Federal de São Carlos (Brasil), começou a apresentar a radionovela “Verdades Inventadas”, a partir desta quarta-feira


A novela narra as aventuras e descobertas da adolescente Laura. Por meio de suas experiências imaginárias, sempre resultantes da reflexão sobre seu cotidiano, a garota viaja pelas ciências e pela história de seus grandes personagens, muitas vezes acompanhada pelo seu inseparável amigo Marquinho, pelo seu avô aventureiro ou por sua tia cientista. Nessa aventura pelo mundo imaginário, Laura, dentre outras descobertas, entende os experimentos de Isaac Newton, viaja no tempo com Albert Einstein, discute a evolução das espécies com Charles Darwin e faz uma viagem misteriosa pela ficção científica de Júlio Verne.

A novela será dividida em 37 episódios, a produção irá ao ar de segunda a sexta, às 8h e às 12h30. Cada capítulo tem cerca de 10 minutos de duração. Poderá ser ouvida em 95,3 FM em São Carlos e região e também pela Internet, em www.radio.ufscar.br ou no blog pessoal da personagem Laura, em www.viagensdalaura.wordpress.com.

segunda-feira, 14 de março de 2011

Rótulos...

Como cidadão europeu do século XIX , era racista e eurocêntrico convicto. E anti-semita. E reacionário. E a favor da guerra. E misógino. Era mau pai. Mau marido. Teve uma amante enquanto casado. Tinha tendências homossexuais. Adepto da Magia. Um bruxo.

Ao longo dos anos, Verne vem sendo alvo de dezenas de rotulagens, algumas contraditórias, algumas medianamente coerentes, outras tantas francamente equivocadas, quase todas apressadas e na maior parte das vezes, injustas. Ninguém pode confirmar ou desmentir muitos desses "rótulos", por total e absoluta falta de documentação histórica. Outros têm necessariamente que ser analisados no contexto da época em que o escritor viveu e trabalhou. Por exemplo, como a sociedade se via naquele tempo? Como ela reagia? Quem eram para ela os "selvagens" e como eram percebidos? Por que? Como eram as crianças da época? Como se divertiam? Qual a relação da Europa com os outros povos do planeta?


Eurocentrismo, racismo e o século XIX

Vamos ler o que nos diz Ronaldo Rogério de Freitas Mourão, o maior especialista em Verne no Brasil: "Na realidade, Jules Verne ao defender a expansão colonizadora que levaria a ciência e tecnologia ao mundo, adotou uma posição moderadamente racista embora fosse um antiescravagista sistemático em toda sua obra. Talvez na sua crença nas promessas trazidas pelo conhecimento científico fizesse acreditar na importância do expansionismo ocidental como uma continuidade do processo surgido no período das luzes, durante o qual se acumularam enormes informações biográficas, botânicas, geológicas e culturais."

"(O pensamento da época era que) caberia ao europeu levar e difundir a sua civilização pelo planeta, ainda em sua maior parte habitado por selvagens. Nesta época, os índios e os negros eram apresentados em geral como seres subservientes que aceitavam docilmente o domínio dos brancos."
"A própria obra de Verne, em virtude da sua preocupação com a geografia - não se deve esquecer que Verne foi membro da Société de Géographie de Paris -, sempre defendeu uma integração, ou melhor, uma globalização cultural e racial (certamente, se vivesse hoje, seria contra a globalização econômica)."

Mesmo sabendo que a ideologia da superioridade do homem branco era um fruto da época a que só muito poucos eram capazes de escapar, reconhece-se o profundo ardor antiescravagista de Verne em dezenas de obras, como "Norte Contra Sul", "A Jangada", "A Estrela do Sul", "A Ilha Misteriosa" e tantas outras. Quanto ao eurocentrismo, como explicar, então, seu personagem mais famoso, aquele que ele legou para a História da Literatura mundial? Nemo era um príncipe hindu em luta constante contra o colonialismo britânico. Robur seguía a mesma linha contestadora. Quantas aventuras passadas nos mais diversos países do planeta, com heróis brasileiros, argentinos, chineses, russos ...


Livros "infantis"

Embora alguns livros tenham sido escritos com personagens de pouca idade, e por isso mesmo, sejam identificados com os mais jovens ("Um Capitão de Quinze Anos", "Petit Bonhomme (ou O Homenzinho)", "Dois Anos de Férias") é de um simplismo inaceitável o "estigma" (Verne riria disso, porque adorava escrever para crianças, também) de "escritor infantil".

Talvez o engano esteja em se ler adaptações - que são muito comuns hoje em dia e de um modo geral, são bastante condensadas e simplificadas - achando-se que se está lendo Júlio Verne.
Suas primeiras obras como "Hatteras" (onde há mortes terríveis em grande quantidade), "Viagem ao Centro da Terra", "Cinco Semanas" etc - não tem absolutamente nada de infanto-juvenis. Quem leu "O Castelo dos Cárpatos", "A Esfinge dos Gelos", "Diante da Bandeira", "As Índias Negras", "O Raio Verde" e tantos, tantos outros, conhece um Verne ora grave, ora pessimista, ora lúgubre, ora humorista, ora romântico, que passeou seu talento e imaginação, com maestria, por todos os outros gêneros.


"Escritor fora de todas as normas"

Assim o analisa o crítico literário e universitário Pierre Picot numa edição da revista Europe-Revue totalmente dedicada a Verne, e continua: "Cada um teima apaixonadamente em ler nele o que, no fundo, mais não é do que o reflexo das próprias expectativas : escritor para adolescentes, bardo do progresso técnico e capitalista, libertário mascarado, admirador de heróis das libertações políticas e coloniais, reacionário racista e anti-semita, eterno adolescente dedicado ao culto de rostos femininos juvenis. Eis, pois, em poucas linhas, matéria que chega para um século de batalhas acadêmicas sobre Júlio Verne."

Sem ambiguidades, Pierre Picot assume claramente uma admiração profunda: "Nisto tudo, fica esquecido o escritor laborioso que publicava dois volumes por ano, o fantasista espetacular (...) autêntico inovador no imaginário da modernidade. A sua obra é imensa e reserva muitas surpresas. Júlio Verne é um autor para quem a narrativa de exploração é um pretexto para uma meditação muito poética sobre o desconhecimento de uma realidade que as palavras não conseguem domar."

Talvez o melhor disso tudo seja a constatação de como o homem Jules Gabriel Verne e sua obra suscitam até hoje, cento e oitenta anos depois de seu nascimento, discussões, polêmicas, acusações e defesas igualmente apaixonadas. E como seus livros são lidos e debatidos até hoje, e como sua influência se faz notar todos os dias.

Nada mal para um escritor infantil ...

domingo, 13 de março de 2011

10º episódio de '50 por 1' - A volta ao Mundo em 80 dias

No décimo episódio do programa 50 por 1, Álvaro Garnero e José Ramalho continuam com a volta ao mundo em 80 dias no continente asiático.

Ainda no Alaska a dupla chega em Kodiak, uma antiga mina de ouro. Por lá, os aventureiros conhecem a cultura esquimó em uma tribo. Mais à frente, em Dutch Harbor, eles passeiam por resquícios da invasão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.

O navio passa ainda pela linha internacional do tempo e aporta na Rússia. Na cidade de Petropavlovsk, Álvaro e Ramalho visitam o vulcão Koryaksky, que ainda está ativo.
Em 29 de dezembro de 2008, o vulcão teve sua última erupção, eclodindo apenas cinzas. O que deveria ser somente uma parada de algumas horas na cidade acaba sendo um pernoite, já que o navio recebe um aviso de tufão.

O imprevisto coloca em risco o plano de volta ao mundo em 80 dias. A viagem, que tinha tudo para ser tranquila, toma outro rumo. E, devido ao atraso, as duas paradas no Japão são canceladas e o destino final é a capital Tóquio. O continente asiático ainda será muito explorado pela dupla.



Não se esqueça de visitar o blog do nosso viajante à volta do Mundo.

Texto: R7

sexta-feira, 11 de março de 2011

"Gil Braltar" na Biblioteca JV

O portal Biblioteca Júlio Verne continua a disponibilizar obras de J. Verne, com tradução própria, para leitura online.

Depois de Viagem ao centro da Terra, O dia de um jornalista americano no ano de 2889, Da Terra à Lua e Ao Redor da Lua, chega a vez de "Gil Braltar" (1887) cujo primeiro capítulo estará disponível para leitura a partir do dia 14 do corrente mês. Os capítulos serão disponibilizados diariamente às 13h00, hora local (Brasília-Brasil).


Sinopse: Gil Braltar é um conto de humor de Júlio Verne parodiando o colonialismo britânico. Foi publicado pela primeira vez em 1887.

A história passa-se na fortaleza da colónia britânica, Gibraltar. Um homem, um espanhol chamado Gil Braltar, veste-se como um macaco e se torna líder de um grupo de macacos que vive lá. Ele incita ao ataque contra a fortaleza. O ataque, inicialmente bem sucedido, é frustrado por um General britânico. O General é tão feio que os macacos acreditam que ele é um deles e obedecem-no quando ele os manda embora. A conclusão de Verne é que no futuro somente os mais feios generais serão enviados para Gibraltar para manter a colónia em mãos britânicas.

A tradução está a cargo de Eduardo Weiland, um dos responsáveis do Biblioteca Júlio Verne. Todas as obras de Júlio Verne estão em domínio público.

quinta-feira, 10 de março de 2011

Quem era Júlio Verne?

Assim começa o programa espanhol "Cuarto Milénio", especializado em casos estranhos, misteriosos e obscuros (aparições, ovnis, etc), num especial dedicado a Júlio Verne.

O programa, de excelente produção (há até um ator fazendo de Verne, escrevendo e pesquisando em sua biblioteca) conta com um apresentador e três especialistas de diversas áreas: José Lesta, autor de um livro sobre as antecipações de Verne em "Da Terra à Lua"; o historiador Mariano Urresti e o estudioso da obra de Verne, Floreal Peleato.

O programa pergunta, principalmente, se Verne era "um visionário à altura de Nostradamus ou um ser de intelecto superior, bem informado, estudioso e trabalhador", devido a seus inúmeros acertos em "previsões" espalhadas por todos os seus livros - muitos deles enunciados ao longo do especial: além do já citado "Da Terra à Lua", "Os 500 Milhões da Begum", "O Castelo dos Cárpatos", "Diante da Bandeira", "Clóvis Dardentor", "Paris no século XX", "Vinte Mil Léguas Submarinas" e "Viagem ao Centro da Terra".

Vários aspectos interessantes e até pitorescos de seus livros foram levantados, como a escolha dos nomes dos personagens, que não seria aleatória ou as mensagens cifradas que aparecem em diversas obras principalmente em "Clóvis Dardentor", e sua possível correlação com o facto de Verne pertencer a sociedades secretas e de saber o segredo de Rennes-le-Château. (Michel Lamy editou recentemente um livro, The Secret Message of Jules Verne, onde defende que o escritor, suposto iniciado nas ordens maçónicas e nas sociedades Rosa-cruz, terá escondido uma mensagem secreta em código.)

Essas sociedades, como a Maçonaria ou a Ordem Rosa Cruz, compartilhariam com Verne suas "informações privilegiadas", advindas de décadas de conhecimento esotérico e secreto. Verne teria dado pistas da sua participação como membro dessas seitas através dos nomes de alguns personagens e pelo uso das tais mensagens cifradas. Estranhamente (ou significativamente), o estudioso da obra de Verne foi o que menos se rendeu a essas ilações, apesar de revelar algumas das coincidências e antevisões que tanto conhecemos.

Verne, o desconhecido

O autor do livro e o historiador que participaram do debate pareciam convencidos que Verne não poderia ter "acertado tantas vezes" com números, dados, locais etc (principalmente no caso de "Da Terra a Lua" - especialidade do escritor Lesta - e de "Paris do Século XX" - livro que mais impressionou o historiador Urresti, principalmente por sua visão da sociedade actual e suas mazelas) sem ter poderes paranormais, psíquicos ou adivinhatórios.

Sobre isso, vamos dar a palavra ao próprio Verne, que escreveu em "O Castelo dos Cárpatos", novela em que antecipa a televisão e a holografia :

"Somos de uma época em que tudo acontece. Se nosso relato não é verosímil hoje, certamente o será amanhã, graças às fontes científicas que são o legado para o futuro."

O programa também revelou dois dados muito interessantes: em 1928, pela passagem do centenário de nascimento de Verne, uma sobrinha escreveu a sua biografia, já revelando o que seriam facetas "diferentes" do autor. E em 1978, um neto também teria escrito uma outra Biografia.

Talvez, de posse dessas duas, mais a mais recente escrita por J .J. Benitez e, principalmente, lendo a sua fonte mais fiel, os seus próprios livros, talvez consigamos entender um pouco, um pouquinho só que seja daquele que, segundo suas próprias palavras era "o mais desconhecido dos Homens".

O programa, de modo geral, foi estimulante e muito bem realizado. Perde-se alguma coisa, naturalmente, pela falta de legendas, mas é sempre bom ver como o velho mestre ainda mexe com o imaginário de tantos estudiosos por todo o Mundo.

E aí, vamos abrir um debate por aqui?
Alguém assistiu e quer mencionar o que mais chamou sua atenção? Se não viu, veja em baixo e deixe a sua opinião.

Abraços a todos.
Carlos Patrício

Foto cedida gentilmente por Christian Larcher (2 Junho 06).





quarta-feira, 9 de março de 2011

Atento à vida de Júlio Verne (125 anos)

Eram 17h, Verne voltada tranquilamente para casa quando, surpreendido, ouve dois disparos contra si. Felizmente, só um o atinge, no seu pé esquerdo, não tirando a sua vida mas deixando-o manco para o resto desta.
Verne desarma o atirador e descobre que é o seu sobrinho de 26 anos, Gaston. Este não oferece resistência e Verne leva-o para casa onde foi examinado pela polícia. É internado e dado como louco, sem muitas explicações.


Retrato de Paul e Gaston Verne

Há 125 anos, esta semana foi sem dúvida a pior semana de Verne. Depois de ter vendido o seu Saint Michel, cuja manutenção era muito dispendiosa, foi alvejado no pé esquerdo sendo impossível a extração da bala. Fica coxo para o resto da sua vida sendo ajudado por uma bengala. Oito dias depois morre o seu editor, cúmplice e amigo, que o ajudava a retocar a sua obra, a aperfeiçoar o tom deveras particular que Júlio Verne soube criar, entre documentação e ficção.

Estes três acontecimentos, em pouquíssimo tempo, perturbam-lhe a vida. Deixou de fazer a sua regular viagem entre Amiens e Paris, onde se encontrava com amigos e outras celebridades da época, e de percorrer o mar no seu iate.

Mas depois destes anos, ainda se questiona o porquê de tal atitude do seu sobrinho, filho do seu grande amigo, companheiro e irmão Paul Verne.
Muito se especula sobre as razões que fez com que o sobrinho disparasse contra Verne no final de tarde do dia 9 de Março de 1886, em frente da porta-cocheira da sua casa na Rua Charles Dubois. Seria apenas desequilibro mental ligado ao ciume e inveja ou mais do que isso?

Eu, Frederico, no local em que Gaston disparou contra o seu tio

Há quem diga que Verne possuía outra mulher e filhos numa segunda vida; há quem diga que Verne e Gaston participavam de uma sociedade secreta (Rosa-Cruz) e, por Verne revelar uma mensagem secreta em algumas das suas obras, Gaston irritara-se com o seu tio; há quem diga que apenas tentou atrair a atenção para seu tio para que ele entrasse na Academia Francesa de Letras; há quem diga que o seu sobrinho tivesse ido a Amiens com a intenção de pedir ao tio uma quantia em dinheiro...
Mas são tudo especulações. A única coisa que sabemos ser verdade é que Gaston foi internado num hospital psiquiátrico e declarado louco.

Como puderam ler, há imensas versões e não sabemos a verdadeira.
Não sabemos o porquê daquele disparo, e duvido que algum dia se saiba.

segunda-feira, 7 de março de 2011

Nautilus desfila no Carnaval de São Paulo 2011

Como já havia sido anunciado pelo Blog JVerne no passado dia 14, a escola Mancha Verde, após se firmar no Grupo Especial do Carnaval de São Paulo (Brasil) e conquistar uma surpreendente quarta colocação na edição de 2010, contou com a força dos gênios da humanidade para lutar pelo título inédito no carnaval de SP.

O cinema, as artes e a literatura também estiveram presentes no enredo da escola "Uma ideia de gênio" tendo sido homenageado J. Verne e a sua máquina mais maravilhosa, o Nautilus, da obra “20000 Léguas Submarinas”, publicada em 1870.

Aqui vemos Panicat Juju Salimeni, Rainha das águas de 20000 Léguas Submarinas, desfilando com o Nautilus em fundo:

Ver mais fotos aqui. Foto: Fernando Donasci/UOL

Se não teve a oportunidade de ver o desfile da Mancha Verde ao vivo nem pela TV veja em baixo um dos vídeos do magnífico desfile onde poderá ver o Nautilus e ouvir as citações ao seu criador pelos comentadores a partir do minuto 3:18 até 6:10:


O Blog JVerne envia um agradecimento à Mancha Verde pela referência ao autor e deseja que conquiste o tão esperado e desejado primeiro lugar.

domingo, 6 de março de 2011

9º episódio de '50 por 1' - A volta ao Mundo em 80 dias

No nono episódio do programa 50 por 1, Álvaro Garnero e José Ramalho continuam com a volta ao mundo em 80 dias no Alaska.

Álvaro Garnero e Ramalho continuam numa boa, conhecendo todos os costumes e pessoas que vivem naquele pedaço gelado de terra, como o Tom Hall, figuraça de Skagway. O cara parece saído de um cartoon, diz o viajante da volta ao mundo.



Não se esqueça de visitar o blog do nosso viajante à volta do Mundo.

Texto: R7

quinta-feira, 3 de março de 2011

'Livros das nossas vidas: Júlio Verne' no CMD

Dia 10 do corrente mês, às 18h, a 9.ª sessão de uma série com periodicidade mensal, a partir de livros referidos num depoimento de Mário Dionísio sobre «Os livros da minha vida».

Filomena Marona Beja fala de Júlio Verne e Simenon, que foram para Mário Dionísio, escritor e pintor português do século XX, descobertas tardias.

Entrada livre.

Local:
Casa da Achada - Centro Mário Dionísio
Rua da Achada, 11 - Lisboa (Portugal)
http://www.centromariodionisio.org/

quarta-feira, 2 de março de 2011

Bougainville (-, 1879)

J. Verne, um grande apreciador de geografia e dos descobrimentos, escreveu, a pedido do editor, uma obra de cunho histórico denominada Descoberta da Terra: História das Grandes Viagens e dos Grandes Viajantes.

Lá, o autor descreve e retrata os principais viajantes que se distinguiram pelas suas expedições, aborda os principais navegadores europeus que foram desbravando os oceanos, assinala aqueles que, acima de tudo,
desbravaram territórios já descobertos mas ainda não colonizados, colaborando para a sua mais exacta demarcação.

Esta obra foi publicada em 4 volumes, tendo tido nos três primeiros a colaboração de Gabriel Marcel, um dos geógrafos mais competentes do nosso tempo que me ajudou com o seu conhecimento de algumas línguas estrangeiras desconhecidas por mim (por J. V.).

O 1º volume foi publicado em 1870; o 2º volume em 1878, ambos denominados por Descoberta da Terra; o 3º volume, Os Navegadores do séc. XVIII, em 1879 e o 4º volume, Os Exploradores do séc. XIX, em 1880.

Em Os Navegadores do séc. XVIII, o autor refere as aventuras daquele que foi o primeiro francês a circum-navegar a Terra, algo que revigorou o prestígio da França após as suas humilhantes derrotas durante a Guerra dos sete anos.

Esta homenagem e referência a Louis-Antoine de Bougainville (1729-1811), que ocupou um inteiro capítulo neste volume, foi traduzida e editada pela Editora Licorne (Portugal) a que juntou ilustrações de Margarida Vala Silva.

A obra é vendida, para já, apenas via online com um custo de 8€.

Para adquiri-la é favor visitar o espaço da editora, EditoraLicorne.blogspot.com e/ou contactar a editora através do seu email.

O nosso obrigado ao amigo Passepartout pelo envio das informações acerca da obra.

Deixe a sua opinião acerca desta obra.

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