sexta-feira, 30 de julho de 2010

Fincher fala de '20.000 Léguas Submarinas'

Parece que dessa vez a refilmagem de 20.000 Léguas Submarinas vai avançar.

Fonte da imagem: Collider.com

David Fincher revelou, durante entrevista à MTV, que o filme será realmente feito pela Disney.

"Será um estilo ousado, agressivo. No filme, estarão alguns personagens da versão original, como Ned Land, Capitão Nemo e o Professor Pierre Aronnax", contou o presidente de produção do estúdio, Sean Bailey.

O grande chamariz desse novo trabalho, em cima da história de J. Verne, é que, segundo o próprio diretor, será um épico da ficção-científica.

A história do escritor francês conta as aventuras do capitão Nemo, a bordo de seu fantástico submarino Nautilus. Esse homem percorre o planeta atacando navios que o perseguem e, paradoxalmente, ajudando povos que lutam pela liberdade.

Apesar da oficialização da produção de 20.000 Léguas Submarinas, não há nada confirmado sobre quando começarão as filmagens.

Fonte: UOL.com

domingo, 18 de julho de 2010

Le tour du monde en 80 secondes

A ideia dos franceses Romain Pergeaux e Alex Profit de refazer o trajecto de Phileas Fogg, o protagonista de “A Volta ao Mundo em 80 Dias” de Júlio Verne, deu certo!

Eles fotografaram as cidades do percurso e reduziram cada dia da viagem original a um segundo. Confira o resultado no vídeo abaixo:

quinta-feira, 15 de julho de 2010

'Around the World... ' - Portugal (Lisboa)

Depois de ter dado a volta ao mundo, o livro "A volta ao Mundo..." continua a sua jornada na visita das mais belas cidades mundiais.
Desta vez, e finalmente, surgiu a oportunidade de visitar a capital do país que iniciou e terminou a volta ao mundo que homenageou J. Verne em 2008 (180º aniversário do seu nascimento).

Lisboa, a maior cidade de Portugal, é a capital mais ocidental da Europa. Fica situada a oeste de Portugal, na costa do Oceano Atlântico e a 7 de Julho de 2007 (7/7/07), foi palco à cerimónia de eleição das "Novas Sete Maravilhas do Mundo".

Devido à sua localização geográfica partiram de Lisboa numerosas expedições na época dos descobrimentos (séculos XV a XVII), como a de Vasco da Gama em 1497-1498, reforçando também com este feito, a condição de grande porto e centro mercantil na Europa.

Em 1960, no contexto das comemorações dos quinhentos anos da morte do Infante D. Henrique, o Navegador, foi inaugurado, junto ao maior rio da Europa, o Monumento aos Descobrimentos, erguido para homenagear os elementos envolvidos no processo dos descobrimentos portugueses.
O monumento tem a forma de uma caravela com o escudo de Portugal nos lados. D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, e em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as 33 estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos como Luís de Camões, Vasco da Gama, Fernão de Magalhães, Jácome de Maiorca, Bartolomeu Dias e Pedro Álvares Cabral.


Junto encontra-se a Torre de Belém, um dos monumentos mais expressivos da cidade. A fortificação integrava o plano defensivo da barra do rio Tejo e foi projetado à época de João II de Portugal (1481-95). Este monumento destaca-se pelo nacionalismo implícito, visto que é todo rodeado por decorações do Brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo nas janelas de baluarte; tais características remetem principalmente à arquitetura típica de uma época em que o país era uma potência global.
Classificada como Património Mundial pela UNESCO, em 7 de Julho de 2007 foi eleita como uma das Sete maravilhas de Portugal.


Como curiosidade, junto a este monumento partiram, em 1922, os aeronautas portugueses Sacadura Cabral e Gago Coutinho para aquela que foi considerada a primeira travessia aérea do Atlântico Sul, no contexto das comemorações do Primeiro Centenário da Independência do Brasil.Como homenagem à travessia está uma réplica em aço do "Santa Cruz", o hidroavião monomotor que levou o piloto e navegador.


Na mesma zona, em Belém, está o Mosteiro dos Jerónimos, um mosteiro manuelino, testemunho monumental da riqueza dos Descobrimentos portugueses. Constitui o ponto mais alto da arquitectura manuelina e o mais notável conjunto monástico do século XVI em Portugal e uma das principais igrejas-salão da Europa.
Destacam-se o seu claustro e a porta sul, de complexo desenho geométrico, virada para o rio. Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos. No interior encontram-se os restos mortais de Vasco da Gama e Luís de Camões.
O monumento é considerado património mundial pela UNESCO, e também ele foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.


O nosso escritor preferido, J. Verne, visitou por duas vezes, 1878 e 1884, a cidade portuguesa. Em ambas as visitas, encontrou-se com o David Corazzi, o primeiro editor das obras do escritor em Portugal, a fim de tratar de assuntos contratuais. Estes encontros ocorreram na zona do Bairro Alto, mais especificamente na Rua da Atalaia, nº 42, local onde se situava a Editora das Horas Românticas (edifício em remodelação):


Antes de terminar a visita, ainda tivemos a oportunidade de agradecer a Deus a fantástica viagem e pedir que ajude todos os que lêem estas palavras.

O Cristo-Rei é um monumento religioso localizado em Almada, na margem esquerda do Rio Tejo.
Situa-se a uma altitude de 113 metros acima do nível do rio, sendo constituído sobre um pórtico, com 75 metros de altura, encimado pela estátua do Redentor de braços abertos voltado para a cidade de Lisboa, com 28 metros de altura.
Este monumento é o melhor miradouro com vista para a cidade de Lisboa, oferecendo uma ampla vista sobre a capital e sobre a Ponte António de Oliveira Salazar (prefiro o nome antigo).


A estátua do Cristo-Rei foi inspirada na do Cristo Redentor (local já visitado pelo livro), existente no Rio de Janeiro, no Brasil, aquando da visita àquela cidade, em 1934, pelo Cardeal Patriarca de Lisboa de então, Dom Manuel Gonçalves Cerejeira.


O monumento a Cristo-Rei foi também edificado em cumprimento de um voto formulado pelo Episcopado Português reunido em Fátima em 1940, pedindo a Deus que livrasse Portugal de participar na Segunda Guerra Mundial.
Salazar, o chefe do Governo, não quis violar a velha amizade com o Reino Unido, que data do século XIV, e preferiu manter a neutralidade, não tendo Portugal participado na referida guerra.
Na altura, o Cardeal Cerejeira afirmou que o monumento seria sempre um sinal de gratidão pelo dom da paz.


 Paz a todos!

Bijuteria Extraordinária

A Van Cleef & Arpels inspirou-se no universo de J. Verne para sua coleção Les Voyages Extraordinaires, mostrando um grampo com cabeça de elefante encrustrada por diamantes e uma pequena safira no olho. Segura um topázio de 41 quilates.
Outra peça que impressiona é de broche com duas baleias azuis e brancas – diamantes e safiras.



Fonte: JulesVerneNews e GlamoureLuxo

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Conferência 'J. Verne, o homem que sonhou o futuro'

Não perca hoje, dia 24, às 21h, na Associação Nova Acrópole em Coimbra (Portugal), a conferência Júlio Verne, o homem que sonhou o futuro.

A entrada é livre e a apresentação será a cargo de Françoise Terseur, escritora, investigadora e formadora da N.A.

sexta-feira, 18 de junho de 2010

'Viagem ao Centro da Terra' na colecção 11x17

A Bertrand Livreiros, editora portuguesa, lançou na colecção de livros de bolso 11x17 «Livros pequenos, grandes histórias», Viagem ao Centro da Terra. Trata-se do 2º livro de J. Verne editado na colecção depois de A Volta ao Mundo em 80 dias.

A colecção tem apostado em conteúdos abrangentes e traduções cuidadas, caracterizando-se pela sua natureza generalista e pela diversidade de autores publicados, segundo a editora.

Fonte: Bertrand.pt

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Esperanta Klubo Jules Verne

Está para ser fundado oficialmente o Clube Esperantista Jules Verne e para o homenagear, publico aqui um texto que fala sobre a relação de Júlio Verne com o Esperanto.

O centenário da morte de Júlio Verne (1828-1905) foi marcado por abundantes trabalhos e artigos obre o autor e sua obra. Aparentemente tudo foi dito a respeito do tema. O que de novo ou não publicado se pode ainda descobrir?

O autor de “Viagens Extraordinarias” (Voyages extraordinaires) sempre sonhou com uma sociedade ideal constituída de cidadãos responsáveis e prudentes, e uma humanidade mais culta e justa, posicionando-se mais zelosamente a respeito de seu destino sem a ajuda de algum Deus ou providencia humana. Esta humanidade – para poder viver mais harmoniosamente – deve possuir recursos universais de comunicação, uma língua comum.

J. Verne estava convicto que uma língua construída universal poderia ser viável. Ele referiu isto em “20.000 leguas submarinas” (Vingt mille lieues sous les mers). A equipe do Nautilus consistia de pessoas de diversas nações: espanhóis, turcos, árabes, indianos, capazes de intercomunicar-se somente por um “idioma estranho, único e absolutamente incompreensível“. Tratava-se de uma linguagem conhecida apenas por eles, uma língua inventada, a qual não puderam compreender os ‘hospedes’ embarcados contra a vontade.

Eis o desagradável em não se conhecer todas as línguas“, observa um dos personagens do romance, ”ou a desvantagem de não se ter apenas uma língua”. Foi acrescentado pelo autor “idioma sonoro, harmonioso, flexível, o qual possui vogais aparentemente submetidas a acentuação bastante variável“.

A menção a este idioma repetiu-se uma dezena de vezes na obra. Martela no texto de Jules Verne a alusão à língua “sonore, harmonieuse, flexible”, o qual todo esperantista pode encontrar em muitos livros e textos dedicados a Língua Internacional: “belsona, harmonia, fleksebla”. Conclusão: a tripulação do Nautilus esprimia-se em esperanto.

 Bandeira do Esperanto

Infelizmente este argumento confronta-se com um importante contra-argumento: "20.000 léguas submarinas" publicou-se pela primeira vez na “Revista de educação e recreação“ (Magasin d’éducation et de récréation) em 1869. Logo, dezoito anos antes do aparecimento da tradução francesa da brochura de Zamenhof intitulada “Língua internacional do Dr. Esperanto” (1887). Portanto, em 1869, J. Verne não poderia saber sobre uma língua ainda não existente. Poderia tratar-se do Volapük (outra língua)? Também não. O primeiro livro de estudos sobre volapük surgiu somente em 1880. Aliás, as qualificações de “sonora, harmoniosa, flexível” não convém à deselegante e complicada linguagem do padre alemão Schleyer.

Aqui manifestou-se anacronismo, o qual podemos logicamente atribuir a posterior rearranjo do texto original por parte do autor durante as reedições.

Todos sabem que J. Verne teve paixão pela Língua Internacional. Sua sobrinha, senhorita Allotte de la Fuÿe, atesta sobre isto em sua correspondência: – “Jules Verne é partidário do esperanto. Ele intenta dedicar um volume a este tema e opina que a chave da língua humana perdida na torre de Babel deve estar forjada artificialmente”.

Em 1903, tornou-se membro de um grupo esperantista na cidade de Amiens, cidade onde morava o escritor, depois de ter assistido a uma palestra de Theophile Cart sobre o tema. Jules Verne aderiu prontamente. Ali, ele tinha dois amigos: Charles Tassencourt, o presidente, e Joseph Delfour, famoso esperantista. Ambos propuseram a presidência honorária ao romancista, o que ele aceitou favoravelmente. Em todo caso, ele prometeu compor um romance louvando os méritos do esperanto.

Ele manteve sua promessa. Porém, devido a doença, cansaço, um pouco de surdez e cegueira, ele não pode terminar a obra. Até à sua morte (24 de Março de 1905), ele havia escrito somente os quatro primeiros capítulos. É interessante atentar para alguns ditos colocados na boca de personagens do conto.

O esperanto é uma língua simples, flexível e harmoniosa, útil tanto para uma prosa elegante como para inspirados poemas. É capaz de expressar todos os pensamentos e os mais delicados sentimentos da alma. É a língua internacional ideal. A principal ideia para esta formação é a eleição dos radicais proporcionalmente as suas internacionalidades, estes foram eleitos conforme segundo votos internacionais”- Jules Verne

E o autor acrescentou que “O estudo do esperanto de forma alguma apresenta dificuldades para a pronúncia ou a memória. Todos aprendem como respiram…”.

Este ultimo trabalho, intitulado "Viagem de Estudos" (Voyage d’étude), é a ultima obra sobre a qual trabalhou meu pai”, escreveu seu filho Michel em 30 de Abril de 1905. Como dito atrás, até à morte do escritor, o mais rudimentar esboço consistia de quatro capítulos mais o começo do quinto. Com certeza que o escritor pretendia que um tema do conto tratasse da aventura de uma missão colonial na África, um outro sobre o esperanto.

Michel Verne retomou o manuscrito de seu pai, modificando-o, intitulando-o “A espantosa aventura da missão Barsac” (L’étonnante aventure de la mission Barsac). Ele empreendeu um verdadeiro arremedo do «Viagem de estudos» condensando os primeiros quatros capítulos em um só e não respeitando o local e data os transladando do Congo francês a Guiné. Por outro lado, seu romance, o qual finalizado consistia de 15 capítulos, trata somente sobre colonialismo excluindo todas as alusões ao esperanto. Estes fatos, Charles-Noël Martin não julgou serem dignos de menção no prefácio da “A espantosa aventura da missão Barsac”.

Foi o destino de Jules Verne que ele morresse somente 5 meses antes do 1º Congresso Internacional de Esperanto organizado em Bolonha de 5 a 13 de Agosto de 1905. A celebração do centenário deste evento evidenciou a vitalidade desta língua, a qual o autor de “Viagens Extraordinárias” considerou ”o mais seguro, o mais rápido veículo da civilização”.

O actual acesso à Internet torna possível aprender sobre uma língua viva que, até agora, uma conspiração silenciosa na história tinha tentado sufocar.

Ao antever o belo futuro prometido ao esperanto, única língua verdadeiramente universal, Jules Verne, mais uma vez, acertou.

Uma boa dica para quem quiser saber mais é este livro, Jules Verne esperantiste!, de Lionel Dupuy.


Artigo escrito por Cândido Ruiz, do Blog Absinthium, e cedido gentilmente para o Blog JVernePt.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Deixe a sua mensagem no nosso Livro de Visitas

De forma a tornar mais fácil e rápido o contacto dos nossos visitantes para connosco, criadores do blog, decidimos abrir um livro de visitas (ver final da barra lateral do blog) onde qualquer um poderá deixar uma mensagem sobre o nosso blog/site ou uma questão sobre a vida e/ou obra de J. Verne.

As mensagens poderão ser privadas (só os donos a verão) ou públicas. Caso deixe uma mensagem pública, o seu email, caso o coloque, só aparecerá para os donos do Blog JVernePt. Estejam à vontade.

domingo, 13 de junho de 2010

Mais uma homenagem a J. Verne em Espanha

Muitos se lembram, com certeza, de duas visitas minhas, uma em 2007 e outra em 2008, a dois monumentos em Espanha dedicados a Júlio Verne.
No entanto, até ao dia de ontem pensava que eram os únicos em território espanhol mas, para minha surpresa, revelaram-me mais um.

Formentera é um município da Espanha na província e comunidade autónoma das Ilhas Baleares. É a mais pequena e menos desenvolvida das ilhas Baleares. Formentera ainda permanece a salvo do turismo de massas e oferece ao visitante óptimas praias emolduradas por penhascos rochosos e banhadas por um mar límpido e azul. É excelente para passeios a pé ou de bicicleta e para ter umas férias tranquilas.

A capital, Sant Francesc. é pouco mais do que uma aldeia grande e atraente com uma igreja do século XVIII na praça principal e um interessante Museu Etnológico.
De Sant Francesc, uma estrada estreita conduz à extremidade sul da ilha, Cap de Barbaria, com um farol isolado na ponta e uma torre defensiva do século XVIII.
Outro farol, de La Mola, ergue-se na extremidade oriental da ilha, no planalto de La Mola, juntamente com um monumento em honra do escritor francês Júlio Verne, que utilizou a ilha como cenário para uma das suas obras e onde a considerava como um lugar mágico.

Mas qual a obra que J. Verne usa Formentera como cenário e que o levou a ser homenageado?
Héctor Servadac é um oficial francês que, estando em Formentera, presencia um terremoto que sacode a ilha. Ele, depois de voltar a si, descobre que algo estranho se está a passar.

Aqui algumas fotos da sua homenagem em Formentera:


Novelista genial y profeta de la Ciencia eligió este lugar para el desarrollo de su novela Hector Servadac Viaje a traves del Mundo Solar … ”

Fica a esperança que um dia se faça uma homenagem a J. Verne em Portugal, país que visitou duas vezes.

Fotos do site Cyberhades e cedidas gentilmente para o Blog JVernePt.

sexta-feira, 11 de junho de 2010

Série 'Classics Illustrated' será reeditada

A editora HQManiacs anunciou que vai voltar a publicar a série Classics Illustrated, dos anos 90, no Brasil. Produzida pela First Comics, nos EUA, a série reuniu grandes nomes dos quadrinhos para adaptar clássicos da literatura, e teve alguns volumes adaptados no Brasil pela editora Abril.
 
A HQManiacs diz que vai publicar todos os 30 volumes que compõem a série, começando pela adaptação de Alice Através do Espelho, de Lewis Carroll, por Kyle Baker. A linha começa no segundo semestre, para bancas e livrarias.
Nesses 30 volumes anunciados pela editora está, como seria de esperar, A Volta ao Mundo em 80 Dias (Julio Verne).
 
A série Classics Illustrated tem uma tradição de quase 70 anos nos EUA, e o nome passou por várias editoras.

Fonte: Omelete

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