Os corredores esguios e a parafernália electrónica que se encontra pelo caminho ajudam a dar uma noção do ambiente claustrofóbico e da complexidade técnica de uma embarcação deste tipo.
Quem encontra o tabuleiro com os bolos?
Fonte: Público.pt
No próximo dia 16 de Novembro às 10h00, irá ser inaugurada uma exposição sobre o tema '“Júlio Verne”, um autor Genial ou um Profeta' no espaço jovem da Biblioteca Municipal do Seixal (Portugal).
A ideia é traçar um paralelo entre a morte do Capitão Nemo e o desaparecimento da colecção de arte que se afundou com o submarino «Nautilus», que ele comandava, e «o funeral do modo de apresentação das obras de arte», explicou o artista à Lusa.
«Com o advento das novas tecnologias, a questão que coloco», diz Rodrigo Vilhena, «é se vale a pena expor obras de arte quando elas podem ser apresentadas em suporte digital».
Para expor essa ideia, o artista apropriou-se de vários quadros, entre pinturas, desenhos e colagens pertencentes ao acervo da galeria, como se escolhesse uma colecção, e fotografou-as para as projectar como «screensaver» num monitor emoldurado.
É assim que a exposição é constituída por 53 obras, de artistas portugueses modernos e contemporâneos, expostas nas paredes da galeria e por um monitor de 17 polegadas onde imagens dessas obras aparecem sucessivamente.
O «screensaver» vai passando as imagens das obras ao som da música de Gustav Mahler (1860-1911), Adagietto.
O público poderá aceder gratuitamente à colecção no site www.ogabinetedodrr.net e fazer o download do sreensaver, mas só no sábado, dia da inauguração.
No convite para a exposição, Rodrigo Vilhena agradece aos autores das obras expostas e fotografadas «terem acompanhado o Capitão Nemo até à sua última morada ou terem, de qualquer forma, manifestado o seu pesar».
Nascido em 1968, em Lisboa, Rodrigo Vilhena define-se como «um artista-comissário independente», um «mestre na arte de pensar contra si próprio» que viajou por «inimagináveis terras vazias» até se tornar um «outsider no mundo».
Mestre em Pintura pela Faculdade de Belas-Artes da Universidade de Lisboa, licenciou-se em Artes Plásticas pela Escola Superior de Arte e Design das Caldas da Rainha e foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian.
Nos anos 90 colaborou e organizou várias exposições alternativas entre Caldas da Rainha e Lisboa. Mais recentemente, a sua prática artística tem vindo a implicar um processo curatorial.
A colecção do "CAPITÃO NEMO” estará patente na Galeria de São Bento (Lisboa) de 19.01.08 a 19.02.08.
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Em “As Vinte Mil Léguas Submarinas” 1870.
“Verne foi um homem com um poder imaginativo muito avançado para a época em que vivia, uma mente voltada para o futuro em meio a tantas limitações científicas, ele sabia como ninguém dar forma ao imaginário, tal como Da Vinci, mal comparando, o fez em outros campos...”
Foi com este propósito que visitei a exposição "Leonardo Da Vinci - O Génio" patente no Palácio de Cristal na cidade do Porto.
A exposição acolhe dezenas de modelos (concebidos em solo italiano por artesãos e especialistas europeus), em tamanho real, construídos a partir dos desenhos de Leonardo da Vinci (1452-1519), bem como peças inspiradas na obra e vida do pintor, escultor, cientista, arquitecto, engenheiro, médico e inventor italiano, um dos maiores génios da humanidade.
Antes de entrar perguntei-me como poderia caber uma exposição tão grandiosa num espaço como o do recinto do pavilhão. Resposta: em dois pisos e aproveitando o espaço superior para a suspensão das máquinas voadoras.
Para começar digo que a exposição está muito bem conseguida. Em
O evento conta ainda com reproduções das dez mais famosas pinturas do mestre, desenhos e anotações, que permitem admirar o surgimento da perspectiva e dos planos de fundo de obras tão conhecidas como ‘Mona Lisa’, ‘A Virgem dos Rochedos’ e ‘A Última Ceia’.
Recomendo a sua visita. No entanto é de lamentar a ausência de um preço para estudantes. Fala-se tanto da cultura para os jovens mas ‘o caminho’ não nos é facilitado.
Mas as referências a Verne ainda não tinham acabado. No exterior deparei-me com um cartaz onde dizia “Viagem a balão – 10€”.
Há imenso tempo que sonhava com esta viagem, entrar num balão e levantar voo como fez o nosso ‘Dr. Fergusson’ (5 Semanas em Balão). Olhei em redor e lá estava o cesto do balão mas sem nada copulado. Ah, como eu gostava de subir de balão em plena cidade do Porto, como eu gostava de ter a sensação do nosso querido Fergusson.
Tentei tudo para realizar esta viagem mas foi-me dito que não seria possível devido ao vento. Que pena, teria que ficar para outra oportunidade.
Escusado será dizer que tenho lá ido regularmente desde então, mas não tenho tido qualquer sorte. Apesar do cartaz se manter não me parece haver interesse dos organizadores pois não tenho encontrado ninguém para qualquer explicação. E não acredito que continue a ser do vento pois os dias têm sido bastante bons para esta época do ano.
No entanto, não irei desistir e voltarei a visitá-los pois, como se diz, nunca deveremos desistir dos nossos sonhos!
Esperem pelas notícias dos próximos capítulos! Deixem-me sonhar...

Logicamente se estarão a perguntar qual a relação de este pintor com o escritor Júlio Verne. Pois bem, eu visitei esta exposição por dois motivos. O primeiro foi obviamente devido à qualidade das suas obras. O segundo...bem, já aí vou.
Descobri por mero acaso na internet que o excêntrico Salvador Dali, que pela sua originalidade não está muito longe de certos heróis nernianos, desenhou em 1966 um retrato do escritor Júlio Verne. É de água-forte (os estudiosos de arte saberão com certeza o que pretendo dizer) e tem o título de "Retrato de Júlio Verne - O Intelecto Explosivo".
E foi este o segundo motivo pelo qual visitei a exposição. Ver esta obra de arte ao vivo.
Mas infelizmente esta obra como outras não viajaram para o nosso país. Terão com certeza ficado no seu museu em Figueres (Espanha).
Porém, irei disponibilizar aqui no blog a sua foto para que este quadro não passe despercebido a ninguém que visite o seu museu nos arredores de Barcelona.
Aí fica o quadro:













