quinta-feira, 24 de março de 2016

A Morte de Júlio Verne

Hoje, dia 24 de Março de 2016, são completados 111 anos da morte de Júlio Verne.

O seu neto, Jean-Jules Verne, na biografia ao seu avô dá-nos conta dos seus últimos momentos como a conclusão de um sofrido calvário de doenças: a catarata, que lhe custou a vista do olho direito; o reumatismo avançado; as pernas doentes e a crise de diabetes,...

O meu avô morreu a 24 de março de 1905 (sexta-feira), às oito da manhã. Do sul da França, de onde nós ainda estávamos a arrumar a mudança de casa, o meu irmão mais velho e eu fomos chamados por telegrama para juntar-nos aos nossos parentes e ao nosso outro irmão, no norte, ao lado do leito de Verne em Amiens. Quando ele nos viu a todos ali, deu-nos um olhar profundo que claramente significava: “Bom, vocês estão todos aqui. Agora, eu posso morrer”; então, ele virou-se para a parede, esperando bravamente pela morte. A sua serenidade nos impressionou enormemente, e desejamos ter uma morte tão serena quanto a dele, quando chegar a nossa hora”.

 
© Centre International Jules Verne
Imagem cedida de JVerne.net.

Jules Gabriel Verne foi enterrado no Cemitério de La Madeleine, na cidade francesa de Amiens, com honras militares pois era possuidor da Legião de Honra da República de França. O cortejo, no dia 28 de Março, foi acompanhado por mais de cinco mil pessoas.

© Centre International Jules Verne
Imagem cedida de JVerne.net

© Centre International Jules Verne
Imagem cedida de JVerne.net.

O nome do monumento funerário onde repousa até hoje, revela a todos nós o seu maior segredo, e uma filosofia de Vida que deveríamos perseguir:

"Vers L'Immortalité et L'Eternelle Jeunesse" 
ou
"Rumo à Imortalidade e à Eterna Juventude".


No ano de 1905, a morte do grande escritor foi notícia em jornais e revistas semanais portugueses, entre elas, a OCCIDENTE "Revista Illustrada de Portugal e do Estrangeiro". Aqui a sua efeméride:

Edição de Abril de 1905 Nº947.

Texto por Carlos Patrício e fotografias do cortejo fúnebre cedidas pelo verniano Cristian Tello, do site JVerne.net.

4 comentários:

André Coroado disse...

Muito obrigado ao Carlos Patrício pelo seu texto tão a propósito e ao Frederico pela divulgação.

Fiquei a conhecer melhor as circunstâncias da morte do escritor e foi com grande admiração pela pessoa de Júlio Verne que li a descrição elaborada pelo seu neto.

Está profunda e consegue espelhar a enorme riqueza humana de Verne: a sua integridade moral, a sua experiência de vida, a tranquilidade de quem não teme a morte, mas antes aprecia os últimos instantes de uma experiência maravilhosa e tão frutuosa para a humanidade (a sua vida).

Não sei que mais posso dizer. É sempre um prazer ler os vossos posts com notícias e artigos sempre interessantes sobre o nosso escritor favorito.

Carlos Patrício disse...

Obrigado ao André pelas palavras gentis e ao Fred por se lembrar do antigo texto de seu amigo e honrá-lo com a publicação nesse fantástico espaço dedicado a Verne.

Eu não sei a opinião dos demais, mas a foto que ilustra o texto, pelo menos para mim, é adequada e emocionante, além de inédita. Não são muitas as fotos divulgadas publicamente de Verne (que era um entusiasta da fotografia, considerando-a uma antevisão das muitas maravilhas que viriam no futuro). Essa, eu não conhecia. Faz a gente se sentir mais perto dele, e dá a sensação de que ele não estava sozinho naquele momento.
Obrigado, Fred.

Gilson Lira disse...

Nesse dia, ano e mês,
morreu o escritor francês.
Ainda tenho na lembrança
Morreu em Amiens, na França.

Nas letras, dos livros eleitos,
na estreia, ¨Os Contratos Desfeitos¨.
Logo depois muda para a ficção,
com ¨Cinco Semanas em um Balão¨.

Com as suas criações,
antecipa as realizações
que viriam em outros dias.

Escreveu ¨Da terra à lua¨,
mas a maior obra sua,
foi ¨A volta ao mundo em 80 dias¨.

Gilson Lira

roberto disse...

Gilson Lira, parabéns pelos seus versos em homenagem a Julio Verne. Convido você a ler as obras de Verne que transformei em versos: 20.000 Léguas Submarinas, A Ilha Misteriosa e A volta ao Mundo em 80 dias.
Gostaria de acrescentar também que o corpo de Julio Verne morreu mas sua alma, sua obra e suas estórias viverão para sempre enquanto houver um só leitor de seus livros.

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